rolhaA revista Forbes publicou um artigo sobre a rolha de cortiça como vedante de eleição para as garrafas de vinho. Com base no testemunho do principal responsável da cave californiana St Francis, Christopher Silva, a revista aponta a cortiça como o vedante que voltou a estar na moda.

O artigo não passou ao lado dos produtores portugueses e Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) dá nota das tendências de um mercado tão importante como o norte-americano. “Os EUA são um mercado fundamental para o sector da cortiça, para além de ocuparem o segundo lugar nas nossas exportações, são um mercado com forte influência em toda a américa latina. A posição favorável à cortiça de caves, produtores e consumidores demonstra que a cortiça está no bom caminho e que continuará a ser o vedante de eleição neste país”, refere o presidente da Apcor, João Rui Ferreira, num comunicado enviado aos OCS.

Na Forbes, o líder da St Francis assegura que a empresa está satisfeita com o facto de a cortiça oferecer uma “solução muito superior” para vedar os vinhos: “No ano de 2012 esta cave regressou à cortiça e até hoje não se arrependeu”.

O artigo refere ainda que “muito embora a opinião do consumidor varie, a tendência é a favor da rolha de cortiça”. Esta afirmação tem por base o estudo recente lançado pela A.C. Nielsen (empresa de estudos de Mercado) sobre as top 100 marcas premium, que demonstram um aumento de 30 por cento no uso da cortiça, comparada com nove por cento para os vedantes sintéticos. Outro estudo realizado pela Wines & Spirits aos 50 restaurantes top mostrou que estes estabelecimentos seleccionam vinhos com cortiça, numa percentagem de 90 por cento, valor que aumentou 21 por cento comparado com uma década atrás. No mesmo período, as marcas vedadas com cápsulas de alumínio demostraram um decréscimo de 39 por cento e os vedados com plástico diminuíram 70 por cento.

A Apcor é associação nacional que representa a indústria de transformação da cortiça. Nasceu em 1956, em Santa Maria de Lamas, concelho de Santa Maria da Feira, no coração da indústria da cortiça. Possui mais de 270 associados, que representam 80 por cento da produção nacional e 85 por cento das exportações de cortiça e que cobrem todos os sub-sectores da indústria – preparação, transformação e comercialização.

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