Toca a vender

Toca a vender

Entendo que Portugal precisa de uma verdadeira revolução de mentalidades. Para que as pessoas não tenham medo de arriscar...

VENDE-SEEm Portugal, quando um filho finaliza o seu curso universitário, o que é que o pai mais quer? Vê-lo a trabalhar num banco, ou numa grande empresa, ou no Estado. Isto é, quer segurança . Quer, no fundo, descansar ele próprio na garantia de que o filho tem um ordenado certo no fim do mês.

Este comportamento, que é natural, e até legítimo, é talvez o principal problema que Portugal enfrenta nos dias de hoje. As pessoas são educadas a procurar a segurança, não o risco. Mas só se evolui e cresce arriscando. Está, aliás, mais do que provado que todos os que fazem organizações andar para a frente conseguem-no porque arriscam. E que os países que mais evoluem economicamente são os que menos garantias de segurança dão aos seus cidadãos, obrigando-os a arriscar.

Eu tirei um curso de gestão de empresas e, incompreensivelmente, não tive nenhuma cadeira de empreendedorismo e, pior ainda, nenhuma cadeira de vendas. Como se fosse possível gerir um negócio sem dominar uma das suas vertentes mais importantes, para mim mesmo a mais importante. Que empresa sobrevive sem vendas?

Entendo que Portugal precisa de uma verdadeira revolução de mentalidades. Para que as pessoas não tenham medo de arriscar. Como fazê-lo? Simples: basta garantir que todos os alunos até ao 12º Ano tenham no mínimo uma cadeira anual de empreendedorismo e outra de vendas. Quem tiver espírito empreendedor e não tiver medo de pegar na pasta para ir vender as suas ideias ou produtos ou serviços não tem que ter medo de nada. Muito menos de arriscar. Mesmo que seja advogado, médico ou engenheiro. Precisa de ser ousado para sair da pasmaceira em que o ensinaram a mover-se.

JaimeCAbreu

Jaime Cancella de Abreu

Share

Copyright © 2012 LusoSaber - Todos os direitos reservados.