Homem condenado por abusar de enteada

Homem condenado por abusar de enteada

O Tribunal de Aveiro condenou a oito anos de prisão um homem acusado de abusar sexualmente da enteada

Homem condenado a prisão por abuso de enteadaUm homem acusado de ter abusado sexualmente, durante vários anos, de uma menina, sua enteada, foi, esta terça-feira, condenado a oito anos de prisão, em cúmulo jurídico, pelo Tribunal de Aveiro .

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O colectivo de juízes deu como provados os crimes de abuso sexual de crianças, abuso sexual de menores dependentes e violência doméstica de que o arguido, de 45 anos de idade, estava acusado pelo Ministério Público (MP).

Durante o julgamento, o homem confessou parcialmente os factos que lhe eram apontados, mas o colectivo de juízes considerou que o arrependimento demonstrado "não foi sincero".

"Foram mais de oito anos de relacionamento. É muito grave o que se passou. Aproveitou-se da debilidade mental da ofendida", comentou a juíza presidente, no final da leitura do acórdão.

Perante esta sentença, o arguido vai agora manter-se em prisão preventiva a aguardar o trânsito em julgado da decisão.

De acordo com o tribunal, os factos criminosos começaram quando a criança tinha 10 anos e perduraram até Março de 2014. Os crimes terão ocorrido com uma periodicidade de cerca de duas a três vezes por semana na casa onde o agressor vivia com a companheira e os três filhos desta (a vítima e dois irmãos) e num apartamento do arguido, ambos localizados em Anadia, no distrito de Aveiro.

A investigação constatou que a ofendida chegou a solicitar a ajuda da avó materna e de um irmão, mas que estes familiares a acusaram de estar a mentir e de pretender estragar a vida da mãe, aconselhando-a a ser forte e a suportar os abusos sofridos, não os denunciando.

"Em face da ausência de qualquer apoio familiar e da pressão do arguido, bem como da dependência económica que o agregado familiar mantinha relativamente ao mesmo, aliado ao receio de que ninguém acreditasse em si, a ofendida acabou por aceder em manter os referidos abusos, mesmo após ter completado a maioridade", frisou o MP, acrescentando que a vítima, actualmente com 19 anos, apresenta limitações cognitivas, tendo-lhe sido diagnosticada "uma debilidade mental ligeira, que a torna muito influenciável e sem a noção exacta das reais necessidades da vida".

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