Crato vai triplicar cursos vocacionais no ensino
Hoje é Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017

Crato vai triplicar cursos vocacionais no ensino

Ministério da Educação vai continuar com a aposta em cursos no ensino básico e secundário para aqueles que não conseguem passar de ano

nuno cratoOs cursos vocacionais que pretendem dar resposta a alunos repetentes e mais virados para a formação prática vão continuar a crescer no sistema de ensino , avançou o Expresso na sua edição diária. Só no ensino secundário a oferta vai triplicar, passando das atuais 96 turmas para quase 300, já a partir do próximo ano letivo.

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Os dados não forem ainda confirmados pelo governo e são apenas provisórios, segundo o Ministério da Educação (ME). Existem neste momento 292 cursos vocacionais aprovados ou parcialmente aprovados, a que se podem juntar mais duas dezenas de cursos que estão ainda em análise por parte dos responsáveis do ME. No ensino básico, onde se concentra a maior oferta, funcionaram cerca de 1075 turmas no ano letivo de 2014/2015, frequentadas por mais de 22 mil alunos.

De acordo com os números apontados pelo ME, se somarmos os cursos vocacionais do ensino básico e secundário registados neste ano letivo que agora terminou, registaremos à volta de 27 mil alunos. A lista de cursos presentes nas escolas é variada e inclui cursos como Técnico de Apoio à Gestão Desportiva, Informação e Animação Turística, Mecatrónica Automóvel, entre muitos outros.

Metade do curso é passado em estágio e implica uma articulação com as empresas que garantem os estágios, articulação essa que o Ministério está a tentar promover. Ainda esta quarta-feira, o ministro Nuno Crato assinou mais um protocolo com a EDP para garantir o apoio da empresa a três cursos de técnico de Redes Elétricas. “O número de empresas que se tem associado a estes cursos tem vindo a crescer. Entre estas, várias mostram-se interessadas em assinar protocolos de forma a garantir uma maior sustentabilidade de cursos em sectores de atividade relevantes ao desenvolvimento económico do país” pode ler-se num comunicado do ME.

O principal problema associado a estes cursos tem a ver com a possibilidade de os alunos serem encaminhados para esta via muito cedo, que é logo a partir dos 13 anos, desde já tenham chumbado duas ou mais vezes. No ensino básico por exemplo, uma vez que os alunos ainda não têm idade legal para trabalhar, a solução do governo passa por um primeiro contacto com três ofícios diferentes, simulados na escola ou em empresas. O outro problema prende-se com a eficácia dos cursos: nunca foi devidamente feita uma avaliação a este método, desconhecendo-se portanto o sucesso e a rentabilidade criados.

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