Misty Fest aposta na lusofonia... mas não só!

Misty Fest aposta na lusofonia... mas não só!

Começa este domingo, e até dia 14, um festival muito peculiar com bandas e artistas de Portugal ou de países onde se fala português

MistyFest2015Arranca este domingo a sexta edição do Misty Fest, um festival distribuído por várias cidades portuguesas com a presença de nomes portugueses ou que têm o português como língua-pátria . Os principais anfiteatros das cidades de Lisboa, Porto, Braga, Vila do Conde, Aveiro e Figueira da Foz receberão assim nos próximos quinze dias vários artistas nacionais e internacionais que prometem fazer a delícia dos adeptos da música, havendo espectáculos para todo o tipo de gostos musicais.

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A brasileira Dom La Nena apresenta em Portugal o disco Soyo, e os Dead Combo apresentam um trabalho inédito com um trio de cordas, mas será certamente o brasileiro Lenine o principal destaque do cartaz, ele que venceu cinco Grammys Latino e nove prémios da crítica brasileira e que promete surpreender no Centro Cultural de Belém já no dia 7, e a Casa da Música, no Porto, a 10 de Novembro.

No plano internacional destaque também para a apresentação do disco Soyo em Portugal da cantora Dom La Nena que irá actuar no Centro Cultural de Belém na próxima quarta-feira, dia 4 de Novembro. O norte-americano Sam Bean, que apresenta o projecto Iron & Wine, e a cabo-verdiana Mayra Andrade são duas caras que o público de Lisboa e do Porto podem apreciar, sendo que a cabo-verdiana também vai estar na Figueira da Foz no dia 7 de Novembro.

Os artistas nacionais também estarão presentes neste festival. Os Dead Combo apresentam um trabalho ao lado das Cordas da Má Fama. O trio que vai actuar com Tó Trips e Pedro Gonçalves é composto por Carlos Tony Gomes no violoncelo, Bruno Silva na viola de arco e Denis Stetsenko no violino. A actuação inédita ocorre no dia 6 de Novembro no Centro Cultural de Belém.

Referência ainda para outros nomes como os do maestro Rui Massena ou a cantora de jazz Maria Mendes, que prometem, também eles, melhorar a qualidade dos espectáculos do Misty Fest.

Com a organização da Uguru, o Misty Fest regressa assim com a promessa de permitir a alma e o mistério que permitiu nas cinco edições anteriores. Sem ser exclusiva, a aposta na lusofonia é evidente, sendo igualmente importante destacar nomes fora dessa esfera, como os já referidos atrás Iron & Wine ou Cinematic Orchestra, banda britânica que regressa seis anos depois do concerto da aula magna, agora para dar conta de um novo álbum de originais. A apresentação deste ano esgotou o Roudhouse de Londres o que reforça um regresso prometedor da banda britânica de nu-jazz e pop electrónica.

 

Nomes como os de Mísia, Maria Mendes, Dom La Nena, Mayra Andrade e Rui Massena estarão no cartaz da edição de 2015 do Misty, agendada para salas capazes de permitir sons de qualidade e acústicas, conforto e qualidade que certamente poderão marcar pela positiva este festival. Resta saber se o público irá aderir dentro das expectativas dos organizadores que receberam na última edição cerca de 30 mil espectadores na última edição do evento, um número que pretenderá agora ser ultrapassado. Nós vamos lá estar!

texto: Francisco Castelo Branco

 

 

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