Dom La Nena primou pela empatia no CCB

Dom La Nena primou pela empatia no CCB

Sozinha em palco, a cantora brasileira encantou no Pequeno Auditório do CCB em mais um concerto no programa do Misty Fest

JC 31731Fazer vibrar o público com os temas do seu novo álbum, "Soyo", e criar a empatia que lhe permitiu cativar quem acompanhou o seu espectáciulo no CCB, assim fez Dom La Nena , a cantora brasileira que actuou no palco do Pequeno Auditório daquele espaço do Centro Cultural de Belém, em mais um espectáculo integrado no programa do festival Misty Fest que ali ocorreu na passada semana.

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Para o alinhamento daquele espectáculo, Dom La Nena propôs músicas do seu álbum "Soyo", um trabalho produzido por Marcelo Camelo e realizado integralmente em Lisboa, aqui revelado perante uma sala cheia de espectadores. Sozinha em palco, a jovem tocou vários instrumentos como o violino ou uma guitarra, tendo cantado em português, naturalmente, mas também em francês, o idioma do país onde se encontra radicada,bem como o inglês, espanhol e italiano. O momento mais comovente, todavia, aconteceu com a interpretação do tema Lisboa.

Depois de um início calmo, num registo que marcou os primeiros tons da música, a temperatura começou a subir devido à energia de Dom La Nena. Os espectadores que encheram o pequeno auditório do CCB tiveram direito a interagir com a artista em todos os momentos do concerto, tendo esta oferecido à pessoa que cumpriu a tarefa de dançar subir ao palco para ali dançar um dos seus temas. O segundo momento especial aconteceu numa altura em que a brasileira "inverteu" os espaços, decidindo cantar no meio do público.

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A interacção entre público e artista acabou por ser a nota mais saliente de um espectáculo que motivou um enorme aplauso após uma hora e meia de música misturada com boa disposição. Voz bem colocada, solta e com um timbre peculiar a dar conta da diversão que esta cantautora coloca nos seus temas, permitiram assim conquistar o público naquele que foi o primeiro concerto de Dom La Nena dado em nome próprio em Lisboa, onde já esteve anteriormente para fazer as primeiras partes de apresentações de Rodrigo Leão.

Já no final, no indispensável encore, Dom La Nena presentou o público com acordes de «Gracias A La Vida”, da chilena Violeta Parra, deixando clara a sua capacidade de "beber" influências diversas que marcam depois o seu trabalho e a sonoridade que produz. Sempre sozinha em palco, acompanhada ora pelo violino ora pelo violoncelo, chamando até junto de si as peles das percussões, ou um ukelele peculiar, passando por uma guitarra emprestada, Dom La Nena, ou Dominique Pinto, o seu nome real acabou por sair a cantar, por entre o público, no finalizar da empatia que foi em crescendo até àquele momento, de uma noite em Lisboa.

fotos: Jorge T Carmona

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