Spotlight e DiCaprio conquistam Óscares

Spotlight e DiCaprio conquistam Óscares

Na 88.ª edição dos prémios mais importantes do cinema, "Mad Max: Estrada da fúria" foi o mais premiado

Leonardo DiCaprioA 88.ª edição dos Óscares, os mais importantes prémios do cinema, decorreu na última madrugada no Dolby Theatre, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América , e consagrou o filme "O caso Spotlight" como o melhor do ano, numa noite em que Leonardo DiCaprio recebeu a primeira estatueta dourada da sua carreira, mais concretamente o Óscar para melhor actor principal, pelo papel protagonizado em "O renascido".

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DiCaprio conseguiu assim conquistar o seu primeiro Óscar à sexta nomeação para este prémio, tendo, no seu discurso de celebração, dedicado o galardão ao co-protagonista de "O renascido", Tom Hardy, e ao realizador, Alejandro González Iñárritu. Leonardo DiCaprio aproveitou ainda para apelar à defesa do ambiente e pediu a protecção "dos indígenas" e "das pessoas sem privilégios" e "sem voz".

Quanto ao filme do ano, "O caso Spotlight", do realizador Tom McCarthy, relata a investigação jornalística do Boston Globe que revelou os abusos sexuais de menores na Igreja Católica de Boston, nos Estados Unidos. No discurso de agradecimento da distinção, McCarthy afirmou que o filme "deu voz" aos sobreviventes daqueles abusos.

Numa noite marcada pelo habitual glamour da passadeira vermelha e pela presença de muitas “estrelas” internacionais, principalmente do mundo do cinema e da música, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela atribuição destes prémios, decidiu ainda entregar o Óscar de melhor actriz principal à norte-americana Brie Larson, pela sua interpretação em "O quarto".

Por sua vez, o mexicano Alejandro González Iñárritu ganhou o Óscar de melhor realizador, por "O renascido", conquistando este troféu pelo segundo ano consecutivo, depois de em 2015 ter sido premiado por "Birdman".

Spotlight e Leonardo DiCaprio conquistam Óscares

Além do prémio para melhor filme, "O caso Spotlight" arrecadou também o Óscar de melhor argumento original, mas "Mad Max: Estrada da fúria" e "O renascido" acabaram por ser os filmes que foram distinguidos com mais estatuetas douradas, com seis e três galardões, respectivamente.

Em termos de número de troféus, "Mad Max: Estrada da fúria" destacou-se da concorrência ao receber os galardões de melhor guarda-roupa, maquilhagem, design de produção, montagem, edição de som e mistura de som.

Por seu turno, o filme com mais nomeações, "O renascido", ficou, além dos Óscares de melhor realizador (Alejandro González Iñárritu) e de melhor actor (Leonardo DiCaprio), com a distinção para melhor fotografia (Emmanuel 'El Chivo' Lubezki).

A Academia entregou ainda os Óscares de melhores actriz e actor secundários à sueca Alicia Vikander e ao britânico Mark Rylance, respectivamente, pelos seus papéis nos filmes "O Quarto" e "A ponte dos espiões".

"Divertida-mente" foi considerado o melhor filme de animação, enquanto o húngaro "O filho de Saul" ganhou o Óscar para o melhor filme estrangeiro de língua não inglesa.

Aos 87 anos de idade, o compositor e maestro italiano Ennio Morricone arrecadou o seu primeiro Óscar, pela banda sonora de "Os oito odiados", enquanto o galardão para a melhor canção original premiou “Writing's on the Wall”, de Sam Smith, que também venceu a sua primeira estatueta, depois de ter interpretado este tema durante a cerimónia.

A estatueta para o melhor guião adaptado foi atribuída pela Academia ao filme "A queda de Wall Street", tendo o prémio para melhor documentário de longa-metragem destacado “Amy”, documentário britânico realizado por Asif Kapadia que retracta a vida e a morte da cantora britânica Amy Winehouse.

O filme “Ex-Machina: Instinto Artificial” também viu o seu nome ser escrito na história dos Óscares ao receber a estatueta para melhores efeitos visuais.

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Além da entrega dos mais cobiçados prémios do cinema, a 88.ª edição dos Óscares ficou marcada pela crítica à falta de diversidade étnica entre os nomeados, questão abordada nos últimos dias e que esteve presente na cerimónia, que arrancou com o apresentador, Chris Rock, a fazer piadas precisamente sobre a falta de diversidade racial dos nomeados. Chris Rock deu as boas-vindas aos convidados referindo, em jeito de brincadeira e simultaneamente de provocação, que esta cerimónia é "também conhecida como os prémios das pessoas brancas". "Se eles também nomeassem os apresentadores, eu não teria trabalho", acrescentou o humorista e actor afro-americano, em tom jocoso.

Por outro lado, o momento mais emocionante da noite terá sido a interpretação da música “Til it Happens to You”, que estava entre as nomeadas para melhor canção original, por parte de Lady Gaga. Com uma performance forte e com muito sentimento, a cantora norte-americana cantou e tocou o tema que aborda os abusos sexuais que acontecem em várias universidades dos Estados Unidos, tendo mesmo levado ao palco várias vítimas sobreviventes deste tipo de ataques, num momento que emocionou a plateia do Dolby Theatre.

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