Portugueses acreditam no aumento dos salários

Portugueses acreditam no aumento dos salários

A conclusão optimista quanto ao futuro em relação ao montante dos salários é retirada a partir do estudo Clima do Consumidor Europeu GFK

quinta, 05 maio 2016

euroscheine1Os consumidores portugueses continuam a esperar um crescimento moderado da economia do país nos próximos meses, acreditando que haverá ainda uma subida ligeira dos rendimentos nos próximos meses. Esta situação reflete-se no indicador de expetativas de rendimento, que continuou a posicionar-se nos 20 pontos em março, apesar de uma queda de 4,4 pontos em comparação com dezembro. No entanto, janeiro, atingiu temporariamente os 25,2 pontos, o nível mais elevado desde outubro de 1995, altura em que foram registados 26,3 pontos.

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Contudo, as expetativas económicas desceram 7 pontos no primeiro trimestre do ano, colocando o indicador nos 16,5 pontos em março. Este número é semelhante ao registado em igual período do ano passado, em que o indicador se posicionou nos 15,8 pontos. Este facto,  deve-se em parte ao facto de que devido às más condições económicas persistentes e à elevada taxa de desemprego, os cidadãos continuam a não se sentirem em posição para fazerem grandes compras ou gastarem grandes quantias de dinheiro. Desta forma, a propensão para comprar registou -24,4 pontos em março, o que, ainda assim, constitui uma subida de 6 pontos face a dezembro. O baixo nível atingido por este indicador ilustra até que ponto as pessoas ainda estão longe de conseguirem aumentar as suas despesas o suficiente para beneficiar a economia doméstica.

Olhando ainda para o último trimestre, e verificando os temas que dominaram os debates na comunicação social, junto do público em geral, verifica-se que, embora o Estado Islâmico tenha perdido algum território, as atenções continuam a incidir sobre a guerra na Síria, a qual está longe do fim, o que significa que persiste a causa do enorme influxo de refugiados. Inicialmente, as pessoas estavam a deslocar-se em grande número para a Europa Central e Ocidental sem grandes impedimentos, até os países de Visegrado terem decidido fechar as fronteiras e, consequentemente, a rota dos Balcãs, no início de março. Embora esta medida tenha impedido a torrente de refugiados que atravessavam a Europa, as pessoas que precisam de ajuda estão agora a ser colocadas em centros de receção na Grécia, sobretudo em Idomeni, na fronteira da Macedónia, onde as condições, desde então, se tornaram insuportáveis.

Em França, o governo ordenou ao exército a evacuação do campo de refugiados ilegal em Calais, conhecido como "A Selva", onde acampavam as pessoas que esperavam viajar para a Grã-Bretanha. Entretanto, o debate político continuou sobre a forma como a Europa pode receber a enorme quantidade de refugiados e distribuí-los de forma justa pelos estados-membros.

Conforme refletido nos ataques de Bruxelas, em meados de março, a ameaça terrorista permaneceu extremamente elevada na Europa durante os primeiros três meses do ano. No entanto, uma vez que as explosões na Bélgica só ocorreram após a conclusão do estudo sobre o clima do consumidor de março, o evento não afetou os resultados.

Especialmente na Grã-Bretanha, o referendo que se irá realizar em junho sobre a possível saída do país da União Europeia (Brexit) está a lançar uma sombra de dúvida sobre o futuro. Vários especialistas económicos, assim como diversos consumidores britânicos, estão a prever fortes consequências económicas caso a chamada Brexit seja aprovada.

Além disso, no primeiro trimestre de 2016, ficou claro que os principais países em desenvolvimento, como a China, o Brasil e a Rússia, continuam a atravessar um período de fragilidade económica, o que está a reduzir as perspetivas de exportação das empresas europeias, podendo afetar negativamente a economia.

Esta diversidade de problemas provocou uma incerteza considerável junto dos consumidores europeus no primeiro trimestre do ano. Em particular, as expectativas económicas diminuíram significativamente desde dezembro em praticamente todos os países considerados. Na Grécia, por exemplo, reverteram para o nível registado durante os períodos mais difíceis da crise da dívida. Além disso, a queda das expectativas económicas afetou as expectativas de rendimentos das pessoas, que sofreram também perdas muito significativas na maioria dos países. O clima do consumidor GfK para a UE 28 desceu também consideravelmente durante o primeiro trimestre, de 12,2 pontos em dezembro para 9 pontos em março.

fonte: GfK

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