Música e Seleção no último dia do Sumol

Música e Seleção no último dia do Sumol

Da sueca Elliphant ao rapper português Jimmy P., a música fez as delícias dos festivaleiros que ainda puderam celebrar Portugal

JC 47167O último dia do Sumol Summer Fest, na Ericeira, ou apenas Sumol como lhe chamam os festivaleiros, sofreu alterações no horário previsto para permitir o apoio à Selecção Nacional no Euro'2016 , podendo depois continuar a vibrar com os seus artistas preferidos. A tarde de sábado, 25 de Junho, juntou mais cinco artistas no palco Sumol para o último dia deste Festival e, apesar de mais um dia ventoso, o público manteve-se fiel aos seus artistas e não arredou pé do recinto, aproveitando ao máximo o espírito do festival.

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Elliphant, que viu o seu concerto antecipado por causa do jogo de Portugal, foi a primeira artista a pisar o palco, encontrando um público ansioso por apoiar a Selecção de Cristiano Ronaldo, Nani e companhia. A artista sueca estreou o primeiro single em 2012 e conquistou o público com esta mistura de rap e música eletrónica que o público-alvo do Sumol Summer Fest tanto aprecia.

Seguiu-se a desejada transmissão do jogo de Portugal contra a Croácia, algo que deixou os portugueses e os festivaleiros a sofrer até aos últimos minutos à espera da tão aguardada vitória lusa no Europeu de futebol. A vitória acabou mesmo por surgir, ainda que apenas ao minuto 117, com um golo de Ricardo Quaresma, garantindo a desejada passagem aos quartos-de-final da competição a decorrer em França atá ao próximo dia 10 de Julho.

Jimmy P, o único português a subir ao palco Sumol nesta noite, teve a sorte de o fazer após a vitória portuguesa o que lhe permitiu desde logo garantir a fácil interacção com o público, dando os parabéns aos heróis do momento. Jimmy é um rapper que já conquistou Portugal com temas como “Não tás a ver” e “On Fire”, os quais fizeram parte do alinhamento desta noite, para agrado do público que conseguiu acompanhar a interpretação destes temas cantando-os com Jimmy P.

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A surpresa da noite foi o convidado de Jimmy P., Valete, outro rapper português com quem cantou a música “Melhores Anos”, naquela que foi óptima actuação global de Jimmy P que correspondeu às expectativas dos seus fãs. Após este concerto, o recinto, que até estava bem mais preenchido do que estivera no dia anterior, viu bastante publico dispersar, satisfeito com o espetáculo de Jimmy P., mas o espectáculo ainda estava para continuar.

A banda norueguesa, Madcon formada por Kapricon e Critical, não conteve o entusiasmo com a vitória de Portugal no jogo e após as músicas iniciais deu os parabéns tão merecidos a todos os portugueses. Continuaram com um clima bastante festivo até porque, segundo eles, “quando celebram” fazem-no a dançar e assim conseguiram a proeza de colocar todo o público do recinto a fazerem uma coreografia ao som de um dos seus temas. Esta dupla, activa desde 1992, encheu o palco deste festival com os ritmos do hip-hop, pop e dance, que deixaram o público a gritar por mais.

Celebrar acabou assim por ser a palavra de ordem neste concerto e, numa tentativa de retribuir um carinho que a dupla sentiu nesta noite, os dois noruegueses desceram mesmo do palco para, já no meio do público, permitirem ambos o famoso “Moche”. O Sumol Summer Fest voltava a vibrar afinal pelos motivos que levaram ali os festivaleiros: e a música e o festival.

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O fim da noite ainda vinha longe e a música teimava em prosseguir mesmo que o São Pedro se tenha recusado a marcar presença na Ericeira, até porque se lá tivesse estado certamente não teria querido enregelar tal foi o frio das noite deste festival. Nestas coisas de espectáculo, "The show must go on" e foi com os estreantes DJ Charlesy e Tinie Tempah que a noite continuou, com ambos a apresentarem em palco um tipo de música mais ligado à arte de DJ que envolve mundos musicais como o hip-hop, R&B e eletrónica.

O rapper britânico brindou o público com músicas como “Frisky”, do álbum “Disc-overy” (2010), até ao seu novo single “I like your style”, passando por algumas colaborações como “Girls Like”, com Zara Larson. Tinie Tempah mostrou-se bastante surpreendido com o público português que o recebeu muito bem e que se manteve barulhento e interativo durante o concerto, acabando Tempah também por surpreender com um enorme espectáculo de luzes e fogo a marcar a diferença neste festival.

A encerrar uma grande noite e o próprio festival esteve Robin Shulz na sua mesa a misturar as batidas de house music que os festivaleiros adoram. Pouco tempo depois do início do concerto alguns problemas técnicos com o som obrigaram Robin a parar a sua actuação até à resolução do problema que felizmente levou poucos minutos. O concerto prosseguiu e o público continuou a apoiar o DJ alemão e a dançar ao som das suas músicas de Verão.

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Chegava assim ao final  a oitava edição do festival Sumol Summer Fest, permitido por um grande cartaz que não desiludiu o público apesar de este não ter sido muito numeroso ao longo dos dois dias do evento. Ainda assim, o que os festivaleiros não conseguiram em número compensaram em alegria e diversão neste festival cada vez mais conhecido simplesmente como o Sumol, sem dúvida cada vez mais um dos festivais onde se deve marcar presença no Verão, quer seja pelo espaço, pelos artistas ou simplesmente pelo ambiente e experiência de Festival.

As expectativas para a edição do próximo ano estão bastante elevadas mas com certeza serão correspondidas e mais umas largas centenas senão milhares de festivaleiros irão poder viver bons momentos à beira do mar da Ericeira no Sumol Summer Fest.

texto: Margarida Adaixo
fotos: Jorge T. Carmona

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