Carlos Barbosa aponta o dedo à GALP
Hoje é Segunda-Feira, 27 de Março de 2017

Carlos Barbosa aponta o dedo à GALP

As visões trimestrais do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) podem estar a dar "milhões de euros" a ganhar à petrolífera portuguesa

ACP-CB 02“A GALP pode estar a ganhar milhões” com as revisões trimestrais do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) de acordo com a opinião de Carlos Barbosa, o presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP). Em declarações proferidas durante uma audição conjunta sobre o peso dos impostos no preço dos combustíveis e sobre a metodologia de revisão trimestral do ISP junto das comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e de Economia, Carlos Barbosa afirmou mesmo que “quem ‘empocha’ seriamente não é o Governo, é a Galp”.

Contestando a forma como o Governo faz a subida e a descida do imposto, o presidente do ACP destacou o facto de se desconhecer o preço dos produtos refinados que servem de referência à taxa do imposto. “A Galp vai sempre manter esse preço de referência para que o Estado não seja obrigado a fazer um aumento de 15 cêntimos, por exemplo. Isso era politicamente desastroso”, explicou Carlos Barbosa.

Numa altura em que o sector automóvel resulta num impacto de 30% na receita fiscal em Portugal, o presidente do ACP afirmou-se convicto da necessidade por parte do Governo em “ir buscar o dinheiro a outro lado, porque o sector automóvel já deu o que tinha a dar”.

Recorde-se que, no passado mês de Maio, uma portaria publicada no Diário da República determinou a actualização da taxa do ISP através da redução do valor em um cêntimo, isto três meses decorridos depois de um aumento do ISP então em seis cêntimos por litro de gasolina e de gasóleo. Fernando Rocha Andrade, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, a actualização do ISP em um cêntimo representou um decréscimo de 44 milhões de euros na receita deste imposto, valores que, a julgar pelas declarações de Carlos Barbosa, deverão ser esmiuçados.

Fica assim maior a curiosidade sobre a posição que Fernando Rocha Andrade irá defender ainda esta quinta-feira na sua audição às mesmas comissões parlamentares que ouviram Carlos Barbosa.

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