Já começou o Sol mais quente da Caparica
Hoje é Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017

Já começou o Sol mais quente da Caparica

Num dia com muito calor, a música nacional ganhou vida no primeiro dia d’O Sol da Caparica encerrado com os sons de C4 Pedro

JC 50827Muito calor nos palcos mas também fora deles, com a música portuguesa a marcar pontos, resumem a realidade do primeiro dia de concertos da terceira edição do festival Sol da Caparica , um evento com um cartaz repleto de cantores nacionais e do qual se pode usufruir em família. No primeiro dia, o festival contou desde já com muita animação e algumas ideias de sensibilização ambiental, como a utilização das diversas torneiras de água espalhadas pelo espaço.

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Neste primeiro dia, a adesão na hora de abertura das portas não foi grande, mas à medida que foram começando os concertos e que o calor foi diminuindo os festivaleiros começaram a encher o recinto. Os concertos tiveram início às 18h00, com as Danças Ocultas & Orquestra Filarmónica das Beiras que trouxeram os seus tangos para o público presente no palco Blitz.

Para além dos concertos musicais, os festivaleiros d’O Sol da Caparica contam também com demonstrações de grupos de dança urbana, competições de skate, seleções de filmes de animação, conversas com os artistas, declamações de poesia, diversas bancas ilustrativas sobre surf, mostras e workshops de graffiti, massagens e muitos jogos.

Inaugurando o palco SIC/RFM, foi então a vez dos Deolinda, banda que permitiu o arranque da festa no Sol da Caparica ao interpretar canções bem conhecidas do público. Os fãs entoaram muitas das canções como “Seja Agora”, “Corzinha de Verão”, “Fonfonfon”, “Um contra o outro”, entre outras. Muito animado, o público puxava pela cantora gritando a plenos pulmões o seu nome “Ana Bacalhau”, e esta correspondia ao não parar de dançar, comemorando com o público a vitória de Portugal no Euro'2016 ao exclamar a plenos pulmões: “Portugal Campeão”!

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Ainda neste concerto, o público teve a oportunidade de ser o cantor principal, interpretando todo o primeiro verso de “Fado Toninho” e mostrando que sabia toda a letra “de cor e salteado”. Quanto aos Deolinda propriamente ditos, mostraram que estão cada vez mais fortes e maduros num concerto muito dinâmico e enérgico.

David Fonseca: “Futuro Eu”

Ficava para trás a actuação dos Deolinda e era tempo para avançar no cartaz, surgindo David Fonseca como o segundo nome do palco SIC/RFM, ele que contou com uma vasta audiência. Aproveitando para apresentar o seu novo álbum, “Futuro Eu”, o músico levou o público a vibrar e a cantar com o tema “Ela gosta de mim assim”.

Num palco cheio de elementos decorativos, como uma mão a segurar uma maçã e um braço que ocupava grande parte do espaço, o cantor ia apresentando os seus temas e conversando com o público no intervalo de cada música. Relembrou alguns dos seus grandes êxitos como “Supestrar” e “Someone That Cannot Love”, e, para além dos seus temas, prestou homenagem a David Bowie com “Let’s Dance”, a António Variações com o tema “O corpo é que paga”, e à banda The Buggles com “Video Kill the Radio Star”, com o público a corresponder entoando as músicas.

Apesar de ter ultrapassado um pouco o tempo previsto, David Fonseca demonstrou que o seu Pop Rock está em força garantindo um público que não esquece.

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Orelha Negra antes do fecho de C4

Mais numa onda de hip hop, os Orelha Negra foram a banda seguinte sem deixarem os seus créditos por vozes alheias neste seu grande concerto. Tocaram vários êxitos de grandes divas do hip hop estrageiro e nacional, como Kendrick Lamar, Drake, Mobb Deep, Mind da Gap, Valete e Chullage, respondendo o público, sempre ao rubro, ao trautear um pouco dos temas “Throwback” e “M.I.R.I.A.M.”, originais dos Orelha Negra.

Depois dos Deolinda e de David Fonseca, as músicas do quinteto luso Orelha Negra, formado por Sam the Kid, Fred Ferreira, DJ Cruzfader, Francisco Rebelo e João Gomes e que cruza marcas sonoras do hip hop, da eletrónica, do soul e do funk, permitiram um concerto pleno de força, complementados com diversos apontamentos de luz que ajudaram a transmitir uma dinâmica muito animada para o público presente.

A noite aproximava-se do final mas havia ainda que escutar C4 Pedro, no fecho da noite quente do festival antes da dupla de Djs Rich & Mendes. Acabou assim por ser o concerto de C4 Pedro, sem dúvida, um dos mais aguardados da noite, com o cantor a não defraudar expectativas.

C4 foi bastante interativo com o público que se apresentava em grande número e que ia respondendo às diversas solicitações do cantor. Os temas foram–se sucedendo com o contributo de uma dupla de bailarinos que, utilizando movimentos espetaculares, foram animando as músicas e valorizando o espetáculo, perante um público sempre muito empolgado que foi acompanhando os grandes êxitos do cantor como “Estragar”, “Bo tem Mel”, “Robocop”, “Tu és a mulher” e “Vamos ficar por aqui”.

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Porque a música também pode permitir mensagens sociais e de solidariedade, C4 Pedro aproveitou para lembrar e prestar uma homenagem a todos os bombeiros portugueses, principalmente aos que estão a prestar serviço na Madeira, dedicando-lhes o tema “Tá a Pegar Fogo”. Para o “A2” contou com a presença do cantor angolano Adi Cudz estabelecendo os dois grande interação com o público.

Chegava assim ao final o primeiro dia de concertos d’O Sol da Caparica com um balanço muito positivo. Apesar da grande afluência de público ter sido verificada mais ao fim do dia, não podemos esquecer que o sol é quente e a praia é perto. Todavia, na hora dos concertos pode observar-se uma grande audiência, com idades muito diversificadas mas, muito entusiasmada e participativa. Para isto muito contribuíram as diferentes atividades e animações que foram ocorrendo dentro do recinto, num festival de Verão, mais um, que pretende ainda assim ser único, e que viveu assim um primeiro dia de grande sucesso.

texto: Catarina Peixoto
fotos: Jorge T. Carmona

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