Seis militares detidos em prisão preventiva
Hoje é Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017

Seis militares detidos em prisão preventiva

Sob os militares detidos recaem suspeitas de corrupção passiva, falsificação de documentos e associação criminosa

ForcaAereaO tribunal de instrução determinou a detenção de seis militares no âmbito da Operação Zeus, uma investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária em redor de fornecimento de bens alimentares à Força Aérea alegadamente irregulares. Sobre os militares agora sujeitos a prisão preventiva e termo de identidade e residência surgem suspeitas de corrupção passiva, falsificação de documentos e associação criminosa.

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A decisão do juíz do tribunal de instrução foi justificada por se entender que se verificavam os perigos de "perturbação do decurso do inquérito e de continuação da atividade criminosa", isto depois dos seis detidos terem mantido silêncio durante o interrogatório a que foram sujeiros, numa estratégia aparentemente coordenada pelos advogados daqueles militares.

Recorde-se que este caso resultou de investigações feitas pela Polícia Judiciária (PJ) em redor de actividade criminosa resultante da faturação de géneros alimentícios fornecidos à Força Aérea por um valor muito superior ao dos bens efectivamente fornecidos. De acordo com a explicação adiantada pela própria PJ, a diferença entre o valor faturado e o que era efectivamente pago era posteriormente distribuída entre as entidades fornecedoras daqueles géneros alimentícios e os militares que estavam envolvidos no esquema fraudulento. Este terá lesado o Estado em cerca de 10 milhões de euros.

A investigação, dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e executada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ, com mais de três centenas de investigadores desta polícia, apelidada de Operação Zeus, envolveu 180 buscas em simultâneo em 12 bases militares, em 15 empresas e em diversos domicílios.

 

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