Vitorino assinalou quatro décadas de música
Hoje é Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017

Vitorino assinalou quatro décadas de música

"Não sei do que se trata, mas não concordo" foi título do concerto com que este artista celebrou 40 anos de discos sob o seu nome

JC 54802O teatro S. Luiz foi o palco escolhido por Vitorino para iniciar as comemorações dos 40 anos da edição do seu primeiro disco, com o espetáculo “Não sei do que se trata, mas não concordo” . Os primeiros sons do espetáculo, que teve lugar no passado dia 18 no palco do Teatro Municipal São Luiz, estiveram a cargo do Grupo Coral Cantares de Pias que interpretou duas modas à capela.

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Vitorino, acompanhado pela sua banda, iniciou a sua actuação com o tema que deu nome ao espetáculo “Não sei do que se trata mas não concordo”, que voltou a interpretar mais à frente depois de partilhar com o público a história que deu origem ao mesmo.

“Fado Alexandrino” e “Tocador de Concertina” foram os temas cantados antes da apresentação do seu primeiro convidado — Manuel João Vieira —, que cantou o tema “Ursinho de Peluche” e tocou um tema de “rock eletrónico”. Vitorino agradecendo a presença do seu convidado, pede-lhe que permaneça em palco para acompanhar o próximo convidado, Samuel Úria, que canta “Valsa do Afonso”.

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Para uma noite ímpar, Vitorino fez-se acompanhar de vozes ímpares, dando agora voz a Filipa Pais que, acompanhada ao piano, canta “Cavalo de todas as cores”, para logo de seguida surgir em palco mais um convidado, Ana Bacalhau, que interpreta “Um contra o outro”.

Vitorino volta ao palco para cantar “Poema”, “Um pontinha por ti” e “Ana II”, três temas que antecederam o anúncio de uma homenagem a Zeca Afonso. Foi Ana Vieira que, acompanhada ao piano, cantou com emoção e de forma soberba “Chama-se Catarina”, para uma homenagem que prosseguiu com Vitorino a interpretar “Senhor Arcanjo” e “Trás outro Amigo também”.

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Falando um pouco de si ao longo de todo o espectáculo, dos seus convidados e dos trabalhos que já fizeram juntos, Vitorino lembrou por esta altura os “tempos quentes” da pós-revolução, contando alguns episódios do seu Alentejo. Este foi o mote para “Moda Revolta”, a repetição do tema que dá nome ao espetáculo e “Queda do Império”.

A noite chega ao fim e a sala esgotada do São Luiz aplaude de pé o artista que tem uma marca no panorama musical português. Vitorino canta “Menina estás à janela” e o público canta com ele. O Grupo Coral de Pias volta ao palco para acompanhar o anfitrião em “Maria da Fonte”, juntando-se por fim todos os outros convidados para, em uníssono, cantarem “Vou-me embora vou partir”, um final mais que perfeito para uma noite que também nós aplaudimos porque soubemos do que se tratou... e concordámos!

texto: Helena Naré
fotos: Jorge T. Carmona

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