Palma, Fúria e Jagwar, imperdíveis no Mexefest
Hoje é Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017

Palma, Fúria e Jagwar, imperdíveis no Mexefest

Naquele que é tido como “o maior festival de Inverno”, acompanhámos alguns nomes que passaram pelos palcos da Avenida da Liberdade

JC 55357Ainda a propósito do Vodafone Mexefest, de que já aqui demos conta com um primeiro "retrato" do que se passou pela Avenida da Liberdade, a 25 e 26 de Novembro, continuámos no terreno para alguns concertos imperdíveis de mais esta edição daquele que é já aclamado como o maior festival de Inverno. O conceito do Vodafone Mexefest prende-se com a mobilidade do público pela Avenida da Liberdade, onde os vários eventos se espalham pelos pontos mais carismáticos da mesma, tendo esta edição um cartaz bastante dinâmico onde não faltou a aposta na música portuguesa que se fez sentir em peso nos dois dias do festival.

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Nesta edição do festival Vodafone Mexefest, a organização decidiu presentear o público lisboeta com uma actuação surpresa que teve lugar no Largo de São Domingos, no Rossio, e Jorge Palma foi a personalidade escolhida pela organização para encabeçar este espetáculo que se revelou uma grande surpresa para todos os transeuntes desta praça ali à beira do Rossio e do Teatro Nacional D. Maria.

Jorge Palma permitiu um grande concerto, especialmente para aqueles que se assumem como seus admiradores mais devotos, visto que o músico escolheu apresentar quase todos os seus maiores êxitos, sendo acompanhado com muitas palmas e o som dos fãs que tinham todas as músicas na ponta da língua.

Mas se pensam que as surpresas acabaram aqui estão redondamente enganados. Já para o final da sua performance, Jorge Palma apresentou uma versão sua de uma música do recente condecorado com o prémio Nobel da literatura, Bob Dylan, músico que representa, para Jorge Palma, a sua maior influência. Ao apresentar esta música alguém do público gritou, “O próximo a receber um Nobel és tu Jorge!”, ao que este humildemente respondeu que o seu maior prémio era estar de boa saúde para continuar a cantar para o público português.

A última música da sua lista foi o seu êxito “Encosta-te a mim”, que serviu como uma cereja no topo do bolo para esta agradável surpresa.

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Manuel Fúria e os Náufragos

É sempre bom ver um festival com a envergadura do Vodafone Mexefest apoiar o que de bom se faz no nosso país. Vem isto a propósito da edição deste ano ter contado com a presença de Manuel Fúria e os náufragos, que actuaram às 22h30 na garagem da EPAL.

Eram já 23 horas quando, junto à entrada da garagem da EPAL, começaram a ouvir-se os primeiros acordes vindos de um curto soundcheck que aumentava o sentimento de ansiedade para entrar no recinto. Exatamente à hora marcada subiu ao palco Manuel Fúria e os seus Náufragos, um grupo de cinco jovens bem caracterizados, com um estilo misto entre o rockabilly e mod que fazia lembrar uns The Who num inicio de carreira.

A actuação começou para uma casa meio vazia que, logo após a primeira música, estava já cheia. Os ritmos eram extremamente dançáveis, muito ao estilo de New Order, e era praticamente impossível permanecer estático. Após cinco músicas Manuel Fúria apresenta ao seu microfone o grande exito “Vá lá senhora” enquanto o público, ao ouvir os primeiros acordes, salta e grita, entoando em plenos pulmões a conhecida letra desta canção. Ao acabar de cantar, Fúria anuncia o novo single do seu projeto, “Aquele grande rio”, que contou com grande adesão do público que se manteve a cantar e a dançar fernéticamente.

Este espectáculo mereceu um enorme apoio por parte do público recompensado no final com um encore, após aquele que foi claramente um grande concerto de uma banda portuguesa jovem que não se deixou intimidar pela amplitude e grandeza do cartaz do festival.

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Casa cheia para Jagwar Ma

O último concerto da noite no Coliseu dos recreios foi também o mais aguardado, contando com a casa cheia para ver e ouvir a electrónica psicadélica dos Jagwar Ma.

O trio australiano Gabriel Winterfield, Jack Freeman e o frontman Jono Ma são bastante conhecidos no mundo da synth pop e já partilharam palcos pelo mundo fora com nomes como “The XX” “Foals” ou “Ghostwood”, tendo a sua passagem pelo Vodafone Mexefest precedido o lançamento do álbum “Every now and then”, do qual tocaram a maior parte dos temas.

Breves momentos antes do inicio do concerto já o público dançava e gritava, chamando pela banda de Jono Ma, e delirou quando o grupo finalmente subiu ao palco. Sem timidez alguma, o trio australiano descarregou sob o público uma parede de sons psicadélicos que nos faziam saltar e dançar interminavelmente.

A banda decidiu abrir as hostes com “What Love” seguida de “Don’t Make It Right”. A energia desta banda é algo surreal, sempre dançando enquanto projeções psicadélicas preenchem o fundo do palco.

De todas as atuações da noite esta foi sem dúvida a mais energética. O trio australiano dividiu o concerto em duas secções, sendo que na primeira apresentou as músicas do seu mais recente registo de originais, “Every Now and Then”, e na segunda tocou as músicas mais conhecidas e acarinhadas do público, vindas do álbum anterior “Howlin”.

Recebida por um público inquieto que dançava a todo o momento, a banda de Jono Ma teve pela frente fás que vibravam com todos os temas e sabiam todas as letras, permitindo ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa, mergulhar num momento de festa extrema que se prolongou pela noite dentro muito depois do concerto terminar.

texto: Rodrigo Vaz
fotos: Jorge T. Carmona

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