Biffy Clyro em noite de afirmação no Coliseu

Biffy Clyro em noite de afirmação no Coliseu

A banda de rock britânica, que actuou pela primeira vez em Portugal em nome próprio, conseguiu uma boa lotação no Coliseu dos Recreios

BiffyClyro01O Coliseu dos Recreios recebeu na passada sexta-feira, 27 de Janeiro, uma boa assistência para aquele que foi o primeiro concerto em nome próprio da banda britânica Biffy Clyri em Portugal . Escoceses, os Biffy Clyro surgem como uma banda de rock alternativo, composta por Simon Neil, James Johnston e Ben Johnston, que conta já com 21 anos de atividade, ao longo dos quais o grupo desenvolveu sete álbuns de estúdio. Destes, o último, “Ellipsis”, foi o pretexto para esta sua passagem por Lisboa, ainda que este mesmo álbum tenha já sido apresentado em território nacional, nomeadamente na última edição do NOS Alive.

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A propósito deste “Ellipsis”, trata-se do sétimo álbum de originais da banda, produzido por Rich Costey (conhecido por trabalhar com bandas como Muse, Frank Turner, Sigur Rós ou Foster The People), em Los Angeles, sendo para muitos considerado o melhor trabalho do grupo. O sucessor de “Opposites” entrou diretamente para o primeiro lugar do top britânico e foi amplamente elogiado pela crítica.

Em cima deste álbum, a primeira parte do concerto esteve a cargo de Frank Carter and the Rattlesnakes, banda inglesa cuja sonoridade se assemelha ao rock alternativo, sendo que na origem desta actuação esteve a apresentação de “Modern Ruin”, o seu segundo álbum de estúdio. Os ingleses subiram ao palco ao som de “A Change is Gonna Come”, música original de Otis Redding, e a partir daqui desenvolveram a sua prestação em torno de oito músicas, entre elas “Lullaby”, música que foi inspirada na filha de Frank Carter e que se inclui no novo álbum. Em suma, a primeira passagem da banda por Portugal acaba por merecer nota positiva, destacando-se pela energia e capacidade comunicativa que acabaram por conquistar o público.

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Com direito a uma boa afluência, os Biffy Clyro mostraram-se tão britânicos quanto a sua pontualidade. “Wolves of Winter”, single do álbum em apresentação, marcou o início do concerto que se arrastaria por quase duas horas, correspondentes a vinte e três músicas. No que toca aos seus sete álbuns de originais, apenas dois foram excluídos da setlist, nomeadamente o primeiro e o segundo, intitulados “Blackened Sky” e “The Vertigo of Bliss”, respectivamente, sendo que a passagem da banda por Lisboa teve ainda direito a encore, ouvindo-se os temas “Machines”, “Animal Style” e “Stingin’ Belle”.

A constante adesão do público dificulta a tarefa de nomear os momentos altos da noite mas, ainda assim, optamos por destacar a colaboração público-banda na interpretação de “Black Chandelier”, visto que esta permitiu à plateia arrecadar um elogio por parte de Simon Neil, vocalista do grupo. No fim, e em jeito de balanço, ficou a convicção de que foi de facto um bom concerto, com uma setlist infalível que só seria mesmo possível num contexto fora de grandes cartazes. Diminuto cartaz, enormes Biffy Clyro.

texto: Beatriz Correia

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