Viajámos no tempo com os “Postmodern Jukebox”

Viajámos no tempo com os “Postmodern Jukebox”

Scott Bradlee apresentou o seu colectivo Postmodern Jukebox em Lisboa no primeiro de dois espectáculos para o público português

IMG 4881Nos últimos dois dias, primeiro Coliseu dos Recreios, em Lisboa, na noite de terça-feira, e depois no Coliseu do Porto, ontem, foi possível viajar no tempo e no espaço, até aos loucos anos vinte do século passado , em locais como New Orleans, com os ritmos e figurinos daquela época e naquele local, ainda que com temas musicais bem contemporâneos.

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A magia da viagem foi permitida nos dois dias com o colectivo Scott Bradlee’s Postmodern Jukebox, tendo o canal de Cultura do portal LusoNotícias assistido à primeira etapa, na icónica sala da capital, num espectáculo de qualidade em que a música o humor andaram sempre de mãos dadas.

Pouco depois das 21h30, Lavance Colley, a assumir o papel de Mestre de Cerimónias (MC) deste colectivo, dava as boas vindas a um Coliseu cheio que já aplaudia. Começava ali a noite, com o MC a perguntar ao público se gostava do seu casaco, convidando todos os presentes a viajar e a viver uma experiência única ao som de várias músicas.

Com um refinado sentido de humor, Colley lançou um primeiro desafio à multidão para que se sentisse livre de registar o momento, fotografando e publicar as imagens no instagram oficial da banda. É claro que por aquela altura as primeiras fotografias já tinham sido tiradas com os muitos telemóveis que foram servindo de máquina fotográfica, mas também de lanterna quando foi preciso iluminar a sala para acompanhar os temas mais românticos, ao jeito do que no passado se faziam com simples (e bem mais baratos) isqueiros.

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O espectáculo, esse, lá prosseguiu com música, alegria, cor, dança, coreografias, cenários, um guarda roupa que facilitava a tal viagem ao passado num qualquer bar de New Orleans, com jazz, swing e ragtime, e ainda uma fantástica bailarina de sapateado.

Do alinhamento, o destaque para “Cry me a river” ou “I will survive”, tendo o auge sido alcançado com a música “Halo”, de Beyoncé, pela voz do mesmo Lavance Colley que, confessamos, simplesmente nos arrepiou. Foi aliás por esta altura que, de forma espontânea, o público acendeu as lanternas dos seus telemóveis, cantando e celebrando a boa energia que emanava dos artistas em palco.

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Ao longo de toda esta noite no Coliseu dos Recreios, os artistas não pouparam elogios ao público caloroso, mas também à cidade de Lisboa, apontada como “uma cidade linda (com homens sexy)”, a qual viria a ser motivo para uma homenagem muito particular lá mais para o final do espectáculo. À beira das despedidas, o grupo dá o primeiro sinal de ter chegado ao final da actuação mas o público, levando o colectivo Postmodern Jukebox a regressar ao palco para um encore em que, agora sim, haveria lugar às despedidas.

Por entre mais algumas músicas, agora interpretadas a solo na apresentação detalhada dos elementos do colectivo, chegava outro momento alto da noite quando o pianista, ao ser desafiado pelo MC a fazer o seu solo, presentou o público com o som de “Cheira bem cheira a Lisboa”, sem dúvida a cereja no topo do bolo no fecho de uma excelente noite.

texto: Ana Cristina Augusto
fotos: Jorge Reis

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