Simple Minds Acoustic... benditos Toblerones!
Hoje é Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017

Simple Minds Acoustic... benditos Toblerones!

O Coliseu de Lisboa recebeu, esta quarta-feira, o primeiro de dois concertos em Portugal da banda que marcou gerações nos anos 80 e 90

170503-SimpleMinds-JR-01Os Simple Minds, a banda de Jim Kerr que gravou o seu nome a ouro (e platina) nos tops musicais nas décadas de 80 e de 90, encontram-se esta semana entre nós para dois concertos em modo acústico , o primeiro dos quais realizado ontem, quarta-feira, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e o segundo agendado para esta noite no Coliseu do Porto, transportando a mesma qualidade de sempre, ainda assim reiventada desta feita no modo acústico que justificou esta digressão — Simple Minds Acoustic —, segundo Jim Kerr paga por um suíço que os convenceu a avançar com um projecto há muito na gaveta.

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A julgar pelo concerto que o canal de Cultura do portal LusoNotícias acompanhou no Coliseu de Lisboa, dificilmente o projecto poderia ter sido melhor concretizado, isto porque depois de uma primeira parte preenchida pela actuação da escocesa KT Tunstall, Jim Kerr subiu ao palco da mítica sala da capital carregado de energia para um concerto que se viria a revelar de primeiríssimo nível. Pago pelo tal empresário suíço, segundo o próprio Kerr revelou naturalmente em jeito de brincadeira, em chocolate, mais concretamente com dois Toblerones, estes só podem ter sido produzidos com o melhor chocolate suíço, permitindo a melhor música dos Simples Minds. Benditos Toblerones!

Logo na entrada em palco, o líder dos Simple Minds agarrou a plateia pela forma como rapidamente desceu para a plateia, passeando sozinho por entre o público, cantando, mas também trocando cumprimentos e tirando selfies, cativando os presentes que, não enchendo o Coliseu, rapidamente permitiram um ambiente de enorme empatia com a banda, num concerto em que a comunicação entre o palco e a plateia foi uma constante e nos dois sentidos.

Concluído o "raide" realizado por entre a plateia do Coliseu, Jim Kerr, envergando uma gabardina que só viria a tirar na parte final do concerto, e mesmo assim para vestir um casado de cabedal, não obstante o calor que se fazia sentir, regressou ao palco para um primeiro diálogo com o público, num inglês bem marcado pelo sotaque da Escócia como ele próprio fez questão de destacar.

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Bem disposto, brincando com o público, lembrou a primeira vez que os Simple Minds actuaram em Portugal, então para realizarem a primeira parte de um concerto de Peter Gabriel — pavilhão do Dramático de Cascais em 1980 —, naquela época mais loucos e com algumas drogas à mistura, ao contrário dos dias dias de hoje em que Kerr já não disfarça a barriga que diz ser de...chocolate.

“Promised You a Miracle” ou “Don’t You (Forget about Me)” — “Alive and Kicking” seria guardado para o final do encore —, surgiram como os temas mais marcantes num alinhamento em que se escutaram outros temas da colectânea acústica lançada em Novembro de 2016, como “Chelsea Girl”, “Mandela Day”, “The American”, “Someone Somewhere In Summertime” ou “Waterfront”.

Pelo meio houve ainda tempo para recordar David Bowie, mas também para falar de futebol, com Jim Kerr a evocar o nome do “grande Eusébio”, mas também de “Jorge Cadete”, avançado internacional português que na década de 90 ganhou o seu espaço na história do futebol escocês como melhor marcador ao serviço do Celtic de Glasgow. Aliás, Kerr assumiu ser fã do Celtic, "a equipa que na Escócia veste de verde e branco na horizontal.”

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A música dos Simple Minds continuava entretanto a contagiar uma plateia maioritariamente composta por quarentões (e alguns cinquentões também) que cresceram a ouvir o já referido “Alive and Kicking”, e que não resistiram em levantar-se das cadeiras para, de pé, aplaudirem Jim Kerr mas também Charlie Burchill, Eddie Duffy ou Sarah Brown, arriscando mesmo alguns passos de dança porque a música era de facto contagiante.

Depois de terminarem o “tempo regulamentar”, naturalmente que o público não perdoou a necessidade de um “encore” que Jim Kerr acedeu com agrado, chamando por essa altura ao palco a escocesa KT Tunstall, ela que tinha feito a primeira parte deste concerto.

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A despedida, porém, foi feita ao som de “Alive ans Kicking”, uma vez mais com o público ao rubro num concerto em que Jim Kerr teve sempre a plateia na mão, fruto de empatia inegável conseguida com a força de um sorriso largo e expressivo.

Após atingirem um patamar inimaginável em 2014, quando viram o seu 16º álbum de estúdio — “Big Music” — ser considerado pela crítica, como foi o caso da publicação Mojo, o melhor álbum da banda em 30 anos, os Simple Minds decidiram continuar a sua busca artística e reeinventar-se com o lançamento de uma colectânea acústica, um álbum com canções despojadas e reinventadas que representam a eclética e ilustre carreira dos Simple Minds, a justificarem esta digressão que em boa hora pudemos visitar.

Em Lisboa, como por certo mais logo no Porto, os Simple Minds interpretaram os seus maiores êxitos num registo acústico que agradou em pleno a quem os viu. Nós garantimos isso mesmo!

reportagem: Jorge Reis

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