Os Quatro e Meia editam “Pontos nos Is”

Os Quatro e Meia editam “Pontos nos Is”

É o álbum de estreia de uma banda com quatro anos de existência que chega às prateleiras com um enorme ponto de exclamação!

OsQuatroeMeia01Está disponível desde o passado dia 30 de Junho o álbum “Pontos nos Is”, trabalho de estreia da banda Os Quatro e Meia que assim levaram até ás prateleiras das lojas de discos a sua sonoridade . Curiosamente, quem tenha passado depois disso por uma qualquer loja e olhado para este álbum, reconhecível pela sua capa amarela onde um robusto “i” marca a sua posição, terá dado conta de que o mesmo terá permitido uma sensação de desconforto, encostado às prateleiras de uma forma que deixa claro que o o lugar dele não é ali.

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O referido “i” ao centro da capa amarela confunde-se com o número “1”, e se o empregado da loja, por um erro de simpatia, se enganou a colocá-lo na prateleira temos um álbum definido por um ponto de exclamação “!”. Afinal, estamos mesmo perante um primeiro trabalho de uma banda, revestindo-se por isso de entusiasmo e nervoso miudinho para o grupo e o seu público, num trabalho definido exactamente como uma enorme expectativa ou um... ponto de exclamação!

Em 11 temas originais estão resumidos os primeiros quatro anos de existência d'Os Quatro e Meia, com a autoria, arranjos e produção daqueles temas atribuídos aos próprios elementos da banda. Por entre adufes ou shekeres, banjos ou contrabaixos, ritmos ora mais pop ora mais bossa-nova, numa montanha-russa musical que ilustra bem a diversidade de influências e gostos de cada um dos músicos, a banda descobre-se e permite que seja descoberta em temas como “Sentir o Sol”.

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"Pontos nos Is" inicia-se pelo tema que lhe é homónimo e que remete para decisão e coragem, num ritmo crescente que impele o ouvinte para a frente e lembra que todos os dias são "o dia certo para avançar". Logo de seguida, a luz surge com "Sentir o Sol", numa referência clara ao prazer da contemplação do mundo que corre à frente dos nossos olhos, num ritmo frenético que desperta a vontade de levantar da cadeira e dançar.

É nesse mesmo registo de alegre contemplação que "Chorinho" mostra como também há algo de brasileiro neste álbum, narrando a história de alguém que não merecia que lhe lançassem uma macumba. "P'rá Frente É Que É Lisboa" é, provavelmente, o tema mais conhecido do público afecto ao grupo e desafia-nos a ser felizes sem medida, prosseguindo o álbum com as brincadeiras de criança que surgem com "Meu Amigo, Que Saudades De Te Ver", onde levamos uma injecção de revivalismo ao qual não é alheia uma certa musicalidade a fazer lembrar a banda sonora de um qualquer filme infantil.

"Já Estou de Regresso, Amor" lembra-nos de como longe e distância podem sempre ser trocados por regresso e abraços, avançando depois o trabalho da banda para um dos temas mais tocantes que surge na forma de homenagem à figura materna: "Minha Mãe Está Sempre Certa" sublinha de forma profunda mas, simultaneamente, suave, aquilo que todos sabemos mas não queremos admitir - que as mães têm, sem dúvida, um sexto sentido. Não será obra do acaso a inclusão sequencial de "Se Eu Pudesse Voltar" que, apesar do título, não é, de forma alguma, um tema triste, mas antes uma constatação de que podíamos sempre ter vivido mais intensamente.

"Não Respondo Por Mim" é, porventura, a composição mais criativa do álbum, tratando de forma original e surpreendente um tema que é, geralmente, tudo menos divertido - o trânsito a caminho do trabalho. Com o álbum a chegar ao fim, o momento mais introspectivo do disco surge com "Um "Sim" P'ra Regressar", onde a dactilografia compassada de uma máquina de escrever transforma uma carta em música, que vai ganhando corpo e motivação à medida que passa da folha para as cordas dos instrumentos. Agora sim o tema final, só poderia ser o festivo "Baile de São Simão", com ritmos tradicionais a darem o balanço que dois jovens habitantes da aldeia precisavam para serem felizes.

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O álbum termina com um foguete, como que avisando "por hoje, encerram-se as festividades, mas amanhã há mais"! E estamos em crer que irá haver e certamente com pontos de exclamação em redor do entusiasmo contagiante que faz acreditar que Os Quatro e Meia têm muito mais por contar. A propósito da banda, aliás, nasceu em 2013 quando, por desafio de amigos comuns, se juntaram cinco rapazes com especial gosto pela música. O pretexto inicial foi o de executar uma pequena prestação musical num Sarau de Gala, que veio a decorrer no dia 25 de Maio de 2013, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, organizado pela Academia de Dança do Centro Norton de Matos.

Nessa noite, para uma plateia com cerca de 500 pessoas, Os Quatro e Meia mostraram pela primeira vez ao público da cidade que se tornara denominador comum nas suas vidas. Ao som de guitarra, contrabaixo, violino, acordeão, bandolim e percussão, o grupo tem procurado agregar o mais variado manancial de música portuguesa de qualidade, desde o estilo Pop-Rock até ao Fado. Actualmente a banda é composta por seis elementos – João Cristóvão Rodrigues (violino e bandolim), Mário Ferreira (acordeão e voz), Pedro Figueiredo (Percussão), Ricardo Liz Almeida (guitarra e voz), Rui Marques (contrabaixo) e Tiago Nogueira (guitarra e voz).

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