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Carlos do Carmo e Raquel Tavares em sintonia

No concerto que assinalou os 125 anos do Campo Pequeno, aqueles dois nomes ímpares de duas gerações do Fado assinaram um concerto notável

domingo, 19 novembro 2017

IMG 000A1Carlos do Carmo, um nome com um percurso indelével no Fado e na música portuguesa, e Raquel Tavares, um dos novos nomes do Fado mas também ela com uma carreira já longa e bem preenchida , permitiram um concerto de Fado de qualidade ímpar na noite em que foi assinalado o 125ª aniversário do Campo Pequeno. Além de outras coisas que os devem unir, certamente, a cumplicidade no Fado é comum a estas duas vozes de duas gerações bem distintas de fadistas em Portugal e isso mesmo ficou claro numa noite em que uma vez mais o Fado reinou.

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Numa noite em que Lisboa estava repleta de concertos — bem mais de uma dezena de espectáculos preencheram a oferta cultural na capital para além deste espectáculo —, a verdade é que, ainda assim, o Campo Pequeno encheu a sala para dar público a duas grandes vozes do Fado, num concerto em que foi notável a forma como o público interagiu, com respeito pelo Fado nos momentos em as interpretações dos dois artistas o eixigiu, mas também com os aplausos e mesmo um ou outro acompanhamento em temas que são já hoje verdadeiros “hits” das carreiras de um e outro fadista.

Carlos do Carmo, com quase 78 anos, mantém a postura do grande senhor do Fado, lado a lado com Raquel Tavares que, aos 32 anos transborda para além do seu talento a simpatia e a grande capacidade de comunicação com o público. Ao jeito de uma sala de fado, sentados à mesa ou em pé, a solo ou em dueto, celebraram com o público os 125 anos de um espeço ecónico e emblemático como é o Campo Pequeno.

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Durante mais de duas horas, muitas foram as histórias que se contaram entre canções. Raquel Tavares revelou que teve um grande amor na sua vida, que não resultou, e que teve de aprender a gostar dela em primeiro, segundo e terceiro lugar, relato que deu o mote para a canção que interpretou com letra de António Zambujo, “Não me esperes de volta”.

Falaram dos “hits” respectivos — Raquel Tavares revelou a sua convicção de que possui apenas um no tema “O meu amor de longe” —, com Carlos do Carmo a assumir como normal ter mais “hits”. Afinal, como disse, após 214 músicas gravadas terá naturalmente que ter mais “hits”, sendo estes sempre escolhidos por todos nós, o público.

No meio de um diálogo sempre divertido, Carlos do Carmo permitiu mesmo um sorriso maior na sala quando, depois de afirmar ser um prazer cantar com esta nova geração de fadistas, apontou aos nomes actualmente na ribalta com novo gracejo: “São todas umas malucas”.

A noite, todavia, era de Fado, e do alinhamento do concerto não faltaram grandes temas como “Os putos”, “Gaivota”, “Menina Lisboa e Moça” e, a cargo de Raquel Tavares, o “Meu amor de Longe”.

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Com 45 anos de diferença entre Carlos do Carmo e Raquel Tavares — ele nasceu na Mouraria, a 21 de Dezembro de 1939, enquanto ela nasceu no Alto do Pina, a 11 de Janeiro de 1985, filha de um casal bairrista, a mãe do Bairro Alto e o pai da Mouraria, precisamente onde nasceu Carlos do Carmo — a união de ambos acaba por resultar de forma natural em palco, com o Fado a permitir a transposição da barreira geracional.

E se os músicos de Carlos do Carmo, nomeadamente José Manuel Neto, Carlos Manuel Proença e Marino de Freitas, acompanharam o fadista nos seus temas mas também os fados cantados a duas vozes, também os músicos André Dias, Bernardo Couto, Daniel Pinto e Fred Ferreira, que acompanharam Raquel Tavares, permitiram à fadista condições para brilhar ao mais alto nível pela qualidade musical ali conseguida. Daqueles, o baterista Fred Ferreira, acabou por ser um dos nomes mais falados naquela noite, com Carlos do Carmo e enaltecer a sua presença em palco apontando-o como um grande músico que sabe respeitar o Fado.

Assumindo ser difícil que alguma vez venha a cantar Fado acompanhado por um baterista, algo para que Raquel Tavares o desafiou, Carlos do Carmo destacou ainda assim a qualidade e a atitude de Fred Ferreira, como destacou também a atitude do público ao longo de todo o concerto, agradecendo os aplausos mas também o silêncio que o público fez, nomeadamente nos momentos em que houve a prioridade do Fado, respeitado a partir da plateia e das bancadas do Campo Pequeno, um espaço afinal já conhecedor de muitos momentos que por ali foram vividos nos 125 anos agora celebrados.

texto: Ana Cristina Augusto
fotos: Jorge Reis

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