Peste & Sida... O som e a irreverência de sempre!

Peste & Sida... O som e a irreverência de sempre!

O auditório Jorge Sampaio, no Centro Cultural Olga Cadaval, recebeu uma banda com três décadas de puro rock na estrada

Peste-e-SidaNo passado dia 24 de Fevereiro, sábado, pelas 21h30, os Peste e Sida subiram ao palco do auditório Jorge Sampaio, no Centro Cultural Olga Cadaval, dando conta de uma carreira de três décadas de puro rock . Fundada no ano de 1987, em Mem Martins, a banda começou por ser formada por João San Payo (baixo), Luís Varatojo (guitarra) Eduardo Dias (bateria) e João Pedro Almendra que se juntou por aquela altura ao grupo para se encarregar das vocalizações. Orlando Cohen chegaria à banda pouco depois, havendo ainda tempo e espaço para outros nomes que passaram por esta banda indelével na história do rock em Portugal.

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Depois do lançamento do álbum “Peste & Sida ao Vivo no RCA” (que juntou todos os membros, tanto os actuais como os antigos e foi editado a 13 de Outubro de 2016), eis que a banda resolve então subir ao palco em Sintra, afinal tão perto de “casa”, mostrando que o rock português está vivo.

No Olga Cadaval pudemos assim ouvir e recordar temas como “A verdadeira história de Alcides Pinto”, “Orgia paroquial”, “Bule, bule”, “Veneno” e “Sol da Caparica”, temas todos eles tocados e cantados com a mesma vontade e dedicação de sempre. O público, que se revelou conhecedor de todos e cada um daqueles verdadeiros “hinos” dos Peste & Sida, desde o início que se foi deslocando para as faixas laterais do auditório para permitir acompanhar o ritmo de uma forma mais visível, isto porque continua hoje a ser difícil ouvir esta banda sentado de uma modo mais formal.

Pelo meio do concerto dos Peste & Sida houve ainda tempo para uma homenagem a Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, num dos momentos mais sentidos da noite.

Os aplausos não foram regateados no final pelo público para João San Payo na voz e guitarra-baixo, ainda na guitarra e também na voz para João Alves João, na bateria para Sandro Oliveira e ainda para Guitarra Ricardo Barriga que esteve em palco como músico convidado, tudo numa noite que deixou claro que a qualidade não desapareceu após 30 anos... antes se apurou.

reportagem: Ana Cristina Augusto

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