Ludmilla surpreende para além dos ritmos do funk

Ludmilla surpreende para além dos ritmos do funk

Sobejamente conhecida pelo seu “Cheguei”, a brasileira tida por muitos como a rainha do funk chegou mesmo e terá vindo para ficar

Ludmilla-001A cantora brasileira Ludmilla chegou e assentou arraiais junto do público português num concerto na sala Tejo do Altice Arena, espaço que a recebeu para a sua primeira actuação em Portugal , na última sexta-feira, 2 de Março. Como “cartão de visita”, o seu “Cheguei” era o tema mais esperado, com os ritmos do funk brasileiro que tão bem domina, mas a verdade é que Ludmilla foi mais longe ao revelar uma voz surpreendente que cativou quem a ouviu.

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A funkeira carioca teve assim oportunidade de “arrasar” na sala Tejo do Altice Arena com temas como "Cheguei Chegando" e "Sou eu", conseguindo incursões em estilos afinal distintos do conhecido funk com os quais deixou a plateia surpreendida perante os seus dotes vocais. Ludmilla cantou um cover da Beyonce — “Halo” —, tendo cantado ainda “Te assumi para o Brasil”, de Mateus e Kauan, e "Medo bobo", de Maiara e Maraísa.

Num concerto animado e cheio de dança, a cantora contou com a participação de vários convidados, entre eles Anselmo Ralph que cantou o famoso "Não me toca". Juntos fizeram um dueto Portugal/Brasil que valeu a pena ouvir.

Outro convidado da cantora foi o rapper português D8 que cantou a música "Solta a batida", tendo interpretado um rap feito propositadamente para a música de Ludmilla mostrando uma vez mais o seu talento na obtenção de rimas. A música, lançada apenas há três semanas no Brasil, mostrou à cantora que os seus seguidores portugueses são fiéis e conhecedores, isto porque toda a plateia sabia a letra.

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A passagem dos convidados de Ludmilla pelo palco do Altice Arena prosseguia, agora com Virgul que marcou também presença neste concerto, aqui com a musica "Rainha", com Neru Americano, autor de "Zaranza", a dançar e a encantar a plateia.

Tendo começado o concerto com a sua música mais conhecida em Portugal, Ludmilla permitiu que a energia sentida na sala fosse surpreendente desde o início ao fim do concerto, numa fórmula claramente de sucesso que viria a ser repetida logo no dia seguinte, sábado, 3 de Março, no Patcha Ofir em Esposende, onde a cantora deu novo concerto.

A interação com o público por parte da carioca foi notável, ficando o registo de vários pedidos de Ludmilla dirigidos à plateia para que cantasse os refrões. Pelo meio, a funkeira carioca foi fazendo algumas perguntas para a plateia que lhe respondeu sempre com mais e mais aplausos, mas também com um pézinho de dança, prática que Ludmilla procurou sempre incentivar, principalmente o "quadradinho".

Até ao final da noite neste concerto na sala Tejo do Altice Arena, Ludmilla cantou 29 musicas, entre as quais algumas do seu mais recente album, mas também outras covers de músicas brasileiras, fazendo-o de forma sempre tão provocante quanto confiante.

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Com apenas 22 anos e após ter crescido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Ludmila (antes conhecida como MC Beyonce) transportou o funk para a Europa e continua a onda seguida também por Anita. A cantora ficou conhecida com a musica "Fala mal de mim", lançada em 2012, tendo editado o seu albúm mais recente — "A danada sou eu" — em 2016.

A música "Cheguei" obteve mais de 176 milhões de visualizações no youtube, demonstrando o nível de fama da cantora que avançou entretanto com a tournée "Danada”, a qual passou por vários países como França, Italia e Suiça. A cantora, capaz de atingir um público particularmente jovem, por vezes até infanto-juvenil, avança assim para a sua internacionalização tendo deixado nesta passagem por Lisboa a garantia de que, enquanto raínha do funk não deixa as suas plateias desiludidas.

reportagem: Ana Marta Pereira

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