K-VSCG-SLB-01

Benfica escorrega em Guimarães com empate esforçado (2-2)

Com um relvado pouco recomendável para a prática do futebol em face da muita chuva que caiu durante este domingo em Guimarães e nomeadamente durante o jogo, Vitória de Guimarães e Benfica empataram a dois golos, em jogo da 21ª jornada da I Liga, num jogo em que o técnico do Benfica, Roger Schmidt, surpreendeu ao deixar no banco de suplentes todos os seus pontas-de-lança, jogado de início com Rafa e Di Maria como os homens mais adiantados.

Nota de reportagem para a comunhão de todos antes do jogo, desde jogadores a adeptos, fossem eles vimaranenses ou benfiquistas, quando foi prestada uma homenagem a Miklos Feher, o jogador húngaro que há vinte anos, ao serviço do Benfica, faleceu neste mesmo relvado do Estádio Dom Afonso Henriques com uma paragem cardíaca fulminante. Otamendi, o capitão do Benfica, depôs uma coroa de flores sobre o relvado, num momento em que se esqueceram clubites e rivalidades e se recordou tão só o homem ali falecido há duas décadas naquele mesmo local. Depois, ainda antes do arranque do jogo, houve tempo para um minuto de silêncio em homenagem a João Oliveira Pinto e a Nemésio Castro, respectivamente jogador de futebol e antigo dirigente da arbitragem portuguesa falecidos esta semana.

De regresso ao jogo, e tirando partido de algum desnorte dos encarnados, que demoraram mais a adaptar-se às dificuldades impostas pelo relvado, os homens do Vitória de Guimarães foram os primeiros a marcar, obrigaram o Benfica a correr atrás do resultado por duas vezes durante o jogo e, mesmo terminando o jogo com menos um elemento, depois da expulsão de Borevkovic ao minuto 64′, devido a uma entrada perigosa sobre Florentino merecedora de cartão vermelho directo, conseguiram anular o jogo do Benfica. Valeu aos encarnados aquele que tem sido o goleador do Benfica nos últimos jogos, o brasileiro Arthur Cabral, que depois de chamado ao jogo já no segundo tempo, conseguiu mesmo o golo que repôs a igualdade a dois golos em cima do minuto 90′.

Roger Schmidt só se poderá queixar de si mesmo, ele que escalou uma equipa sem pontas-de-lança, deixando Arthur Cabral, mas também Marcos Leonardo e Casper Tengsted no banco de suplentes, optando por um onze com Trubin na baliza, Bah, António Silva, Otamendi e Morato na defesa, João Mário, João Neves, Kokçu e Aursnes na linha média, sobrando Rafa e Di Maria para as acções mais ofensivas através de um ataque mais móvel. Na resposta, do lado do Vitória, o técnico Álvaro Pacheco chamou ao onze titular o guarda-redes Charles, um trio de centrais formado por Borevkovic, Jorge Fernandes e Tomás Ribeiro, ainda uma linha média com Bruno Gaspar, Händel, Tiago Silva e Ricardo Mangas, aparecendo como homens mais adiantados Jota Silva, André Silva e Nuno Santos.

Com estes esquemas dos dois conjuntos, ficou claro desde bem cedo no jogo que o Benfica tinha dificuldade em construir lances ofensivos perante um Vitória que estava mais adaptado ao relvado pesado, conseguindo impor mais velocidade, nomeadamente no jogo ofensivo. Anatoliy Trubin, o guarda-redes do Benfica, voltou a estar em evidência ao impedir que o conjunto vimaranense conseguisse mais golos, mas acabou mesmo por ser o Vitória a marcar primeiro, por Tiago Silva, ao minuto 35′ na transformação de uma grande penalidade, depois de Kokçu ter derrubado Tomás Ribeiro dentro da área de rigor da baliza dos encarnados.

Antes do intervalo, porém, o Benfica conseguiu o empate, com um golo de Rafa Silva, depois de um bom trabalho de Di Maria que Rafa completou com o golo, acabando assim as duas equipas por recolherem aos balneários com o resultado a registar um empate a um golo.

Para o segundo tempo, Roger Scmidt procurou emendar a mão e chamou ao jogo Florentino, por troca com Kokçu (o turco já tinha visto um cartão amarelo no lance da grande penalidade), para procurar segurar mais o jogo no meio-campo, mas também Arthur Cabral, permitindo ao Benfica ter uma referência posicional lá na frente. Porém, contra todas as estratégias traçadas por Schmidt, foi mesmo o Vitória quem voltou a marcar, ao minuto 61′, por André Silva, colocando de novo o Vitória na frente do marcador e obrigando o Benfica a ir atrás do prejuízo, podendo com isso descuidar um pouco o seu último reduto à guarda de Trubin. Valeu ao Benfica pouco depois a expulsão de Borevkovic, que deixou o Vitória menos habilitado a segurar a vantagem, permitindo mais espaços aos encarnados para a busca de novo golo que permitisse segunda igualdade, algo que aconteceu mesmo mas apenas ao sobre o minuto 90′, por Arthur Cabral, quando o Benfica jogava já não com um mas com dois pontas-de-lança entre a defesa vimaranense, isto porque já tinha entrado Marcos Leonardo.

Arthur Cabral faturou para o Benfica ao minuto 90′, empatou o jogo, mas nos seis minutos dados de compensação pelo árbitro Luís Godinho nenhuma das equipas voltou a marcar pelo que o jogo terminou com o empate (2-2), num jogo em que a chuva e as condições do relvado não permitiram mais qualidade nem mais golos. Fica para a história deste jogo os erros de avaliação do jogo feitos por Roger Schmidt, que começou o jogo sem nenhum ponta-de-lança e com três elementos com essas características no banco de suplentes, e ainda a qualidade da exibição de Jota Silva, o avançado do Vitória que mereceu no final o destaque como homem do jogo.

texto: José Andrade
fotos: ©X (twitter)

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