Di Maria marcou o segundo golo do Benfica e foi um dos elementos determinantes dos encarnados

Benfica vence o Marselha (2-1) no trilho da Liga Europa

No jogo da primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, com golos para o Benfica por Rafa e Di Maria, o conjunto benfiquista venceu esta quinta-feira a turma francesa do Marselha por 2-1, um jogo que poderia ter terminado com outro resultado se os encarnados tivessem sido mais eficazes, nomeadamente no primeiro tempo. A verdade é que, já depois do Benfica ter marcado dois golos, um erro de António Silva libertou Aubameyang, o avançado da turma gaulesa que, isolado em frente a Trubin, não perdoou, fechando o resultado ao minuto 67′, num 2-1 vantajoso para o Benfica mas que pode não ser suficiente para a missão da turma das águias a cumprir no Velódrome, o recinto da turma marselhesa onde as duas equipas irão jogar a segunda mão destes quartos-de-final.

A verdade é que o Benfica, alinhando com o mesmo “onze” com defrontou o Sporting nos últimos jogos com os leões para a Taça e para o campeonato, até começou bem frente ao Marselha, equipa que entrou no jogo no relvado do Estádio da Luz, claramente determinado a levar a discussão da eliminatória para a segunda mão a disputar em França. Com Tengsted como o elemento mais avançado, um jogador que voltou a mostrar muito querer mas sem grande capacidade de finalização, o Benfica começou o jogo a perder oportunidades claras, nomeadamente a que teve logo ao quinto minuto do jogo quando Bah recebeu a bola com a baliza à sua mercê e não conseguiu fazer o golo que parecia ser o mais fácil.

Com a turma do Marselha claramente à sua mercê, o Benfica não resolveu a eliminatória nos primeiros 45 minutos do Estádio da Luz quando teve oportunidade para o fazer, conseguiu um primeiro golo aos 16 minutos pot Rafa, num lance em que Tengsted, aparecendo sem marcação nas costas da linha defensiva da turma gaulesa, fez um passe no limite para Rafa que, de uma forma meio atrapalhada, conseguiu ainda assim meter o pé direito na bola e encaminhá-la para o fundo da baliza junto ao primeiro poste, sem possibilidade de defesa para o guarda-redes catalão do Marselha Pau Lopez. O Benfica adiantava-se no marcador, justamente por aquilo que estava a conseguir, mas a verdade é que depois deste golo o Benfica continuou a ter mais bola, a jogar no meio-campo defensivo da equipa visitante, mas não conseguiu dilatar a vantagem até ao intervalo.

Bem vindo a casa Mister Eriksson!

Enquanto as duas equipas terão recebido instruções dos seus técnicos, os adeptos do Benfica puderem receber no relvado do Estádio da Luz o técnico Sven-Goran Eriksson, numa homenagem merecida por parte de um homem que foi treinador dos encarnados em dois períodos, tendo conquistado cinco títulos para o Benfica e estado presente em duas finais de competições europeias.

Com a mensagem clara de boas vindas —“Welcom Home, Mister!” —, dirigida a este técnico sueco que atravessa um período difícil na sua vida, ele que em Janeiro revelou que padece de uma doença terminal e que terá pouco mais de um ano de vida por via desta doença foro oncológico, Eriksson recebeu um enorme aplauso dos benfiquistas presentes na Luz. Acompanhado por diversas glórias do passado do futebol benfiquista, Eriksson dirigiu-se aos adeptos num português claramente perceptível, agradecendo ao presidente Rui Costa e a todos os benfiquistas, deixando uma palavra de incentivo para o Benfica, desde logo para este importante jogo da Liga Europa.

Aliás, este incentivo do técnico sueco não caiu de modo nenhum em saco roto já que logo ao minuto 52′, uma combinação entre Di Maria e David Neres permitiu que o brasileiro recebesse a bola, desse de novo para o seu companheuro de equipa e o avançado argentino, à entrada da pequena área, fez o segundo golo para os encarnados, para gáudio da grande maioria dos 53.857 adeptos presentes no Estádio da Luz neste jogo, número que teve em conta os pouco mais de 2000 franceses que naturalmente não gostaram nada daquele golo e preferiram puxar pelo seu Marselha.

Erro de António Silva deu o golo a Aubameyang

Depois do segundo golo para o Benfica apontado por Di Maria, os adeptos encarnados procuraram puxar pela sua equipa para que fosse possível alcançar o terceiro golo, para um resultado que desse outra tranquilidade à equipa da casa. Só que quando das bancadas vinham os incentivos para os jogadores do Benfica, foram os adeptos da turma marselhesa a festejar o golo da sua equipa, apontado ao minuto 67′ pelo suspeito do costume nesta equipa marselhesa, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang que, aos 34 anos continua a ser o jogador mais influente do Marselha.

Aubameyang, dificilmente poderia ser outro, tirou o melhor partido de um erro cometido pelo central benfiquista António Silva, deixou o jogador do Benfica para trás e, com a bola controlada, pôde caminhar isolado para a baliza do Benfica, acabando por bater Trubin quando este ainda tentou fazer a mancha que evitasse o golo da turma visitante.

O Marselha reduzia assim a desvantagem com o golo apontado pelo avançado gabonês, e só não esteve mais perto de fazer outro golo nesta partida porque o árbitro inglês Michael Oliver, ao minuto 58′, pouco depois do segundo golo dos encarnados, não assinalou uma grande penalidade clara e evidente cometida por João Neves sobre Aubameyang, num lance que permitiu a saída do Benfica para o contra-ataque e em que Neves acertou no pé do jogador do Marselha sem conseguir sequer tocar na bola.

O árbitro, com o critério largo que marcou a sua actuação, nada assinalou, e o VAR também preferiu ignorar o lance, saindo beneficiado o Benfica já que ficou mesmo uma grande penalidade por assinalar.

Schmidt mexeu sem dar garra nem chama ao Benfica

Depois do golo de Aubameyang o Marselha ficou satisfeito com o 2-1, porventura por considerar que tem condições para reverter este resultado no jogo a disputar no Velódrome, em Marselha, e o Benfica, já sem grandes condições físicas para fazer muito mais, recebeu apenas duas mudanças no seu onze em que ficou clara a intenção de Roger Schmidt em segurar a vitória pela dioferença mínima.

Tengsted saiu para dar o seu lugar a Marcos Leonardo, o que até poderia ser visto como uma alteração para dar frescura física ao ataque, mas também David Neres saiu para a entrada de João Mário, um elemento que praticamente não tem sido utilizado por Schmidt nos últimos jogos, mostrou estar sem ritmo, jogou quase sempre pelo meio afunilando o jogo sem criar espaços para lances ofensivos, acabando o jogo por terminar com o tangencial 2-1 para os encarnados, um resultado que valeu a Roger Schmidt uma enorme assobiadela por parte dos adeptos benfiquistas que queriam outro resultado maisexpressivo que permitisse outra tranquilidade para o jogo da segunda mão em Marselha.

Roger Schmidt, aliás, mostrou continuar sem compreender os adeptos do Benfica, isto porque no final, questionado exactamente sobre a assobiadela por parte dos adeptos, limitou-se a dizer que não era normal aquela reacção dos adeptos depois da equipa vencer por 2-1, mas que era algo que “faz parte da realidade do Benfica”.

Missão muito difícil para as águias em Marselha

O Benfica ganhou pela diferença mínima, terá que viajar até Marselha para um jogo em que preferencialmente terá que marcar pelo menos um golo e ter mais eficácia defensiva, sem os erros como aquele que cometeu António Silva, isto tendo em conta que o jogo em França será bem mais complicado, com um ambiente de enorme pressão a partir das bancadas do Estádio Velódrome, onde ficará decidido quem irá seguir para as meias-finais desta competição.

Refira-se que também esta noite, no outro embate a partir do qual sairá o adversário do Benfica ou do Marselha, os italianos da Atalanta jogaram em casa do Liverpool e venceram por 0-3, um resultado surpreendente que praticamente coloca a Atalanta, equipa que eliminou o Sporting, como o adversário das águias nas meias-finais da Liga Europa caso o Benfica ultrapasse mesmo este Marselha.

Vitória merecida do Benfica num jogo em que Roger Schmidt voltou a pecar pela forma pouco ambiciosa como mexeu no seu onze, mandando os seus jogadores sentar-se e pararem de aquecer ao minuto 87′, deitando a toalha ao chão e assumindo o triunfo pela diferença mínima neste jogo da primeira mão.

Do lado do Marselha, Aubameyang mas também o marroquino Amine Arit foram os melhores elementos em campo, com o gabonês a fazer o golo da sua equipa, ele que está há habituado a marcar ao Benfica e que o fez uma vez mais, complicando as contas para o jogo da segunda mão, dentro de uma semana que o LusoNotícias irá aqui acompanhar de novo para lhe dar conta de todos os pormenores. Pelo meio, o Marselha não terá qualquer jogo e poderá preparar em exclusivo a recepção ao Benfica, isto enquanto que os encarnados terão que jogar no próximo domingo, uma vez mais na Luz, frente ao Moreirense em jogo da 29ª jornada da I Liga.

texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis

Sondagem

Qual a sua convicção pessoal relativamente ao curso da guerra na Ucrânia?

View Results

Loading ... Loading ...

Rádio LusoSaber

Facebook

Parcerias

Subscreva a nossa Newsletter

Inscreva-se para receber nossas últimas atualizações na sua caixa de entrada!