K-SCP 3-0 Guimaraes 0226

Sporting venceu o Vitória (3-0) e Gyokeres regressou aos golos

O Sporting venceu este domingo mais uma das “finais” que ainda o separam da conquista do título de campeão nacional da I Liga, ultrapassando em Alvalade o Vitória de guimarães por 3-0, com o sueco Viktor Gyokeres a regressar à condição de goleador, ele que marcou dois dos três golos leoninos, tendo o outro golo, o primeiro no jogo, sido apontado por Pedro Gonçalves. Perante um adversário que se apresentou em Alvalade num claro 5x3x2, o posicionamento do Vitória sempre que se via obrigado a defender, o Sporting surgiu neste jogo com um onze claramente ofensivo, com dois laterais projectados nos corredores, nomeadamente Geny Catamo e Nuno Santos, e ainda com Daniel Bragança no meio, ao lado de Hjulmand, apoiados por um trio de centrais com St. Juste, Coates e Gonçalo Inácio, aparecendo na frente Trincão, Paulinho e Gyokeres.

Com este “onze”, o Sporting entrou bem no jogo, a dominar, construindo bons lances e deixando a convicção plena de que iria poder voltar a vencer no seu terreno, onde os leões não só estão invictos na presente temporada como contam por vitórias os jogos realizados. Do outro lado era preciso ainda assim ultrapassar o guarda-redes Bruno Varela, ele que se fez acompanhar por uma linha defensiva formada pelos laterais Miguel Maga e Afonso, com Manu, Borevkovic e Tomás Ribeiro no eixo, aparecendo na sua frente Tiago Silva, Handel e André André, sobrando para as ações ofensivas Kaio César e Butzke na equipa do Vitória orientada pelo técnico Álvaro Pacheco.

A equipa visitante colocava-se numa posição de expectativa perante um Sporting claramente ofensivo, com os leões a criarem a primeira grande oportunidade ao minuto 20’, com Geny Catamo a conseguir visar a baliza vimaranense, valendo na circunstância Borevkovic que, sobre a linha de golo e já com Bruno Varela batido, impediu que a bola ultrapassasse a linha de baliza para o que seria o golo de abertura dos leões. O Sporting aparecia por esta altura mais intenso, mais rápido e mais agressivo no jogo, com o Vitória a conseguir ainda assim fechar os caminhos para a sua baliza.

Pote abriu caminho para novo triunfo

À passagem da meia-hora, porém, uma bola lançada para o meio da área vimaranense, com Borevkovic a tentar chegar com a cabeça onde Daniel Bragança chegou com o pé, a bola ficou ao dispor de Pedro Gonçalves e este não se fez rogado, rematando de primeira para o fundo da baliza do Vitória. Os jogadores vimaranenses protestaram o lance pela forma como Bragança levantou o pé perante o aparecimento de Borevkovic, mas o árbitro não considerou qualquer situação de jogo perigoso por parte de Bragança e o golo de Pote foi (bem) validado, colocando os leões em vantagem no marcador.

A verdade é que mesmo em desvantagem o Vitória não deixava de dar luta e logo no primeiro lance após o retomar do jogo, valeu ao Sporting o facto de Afonso Freitas ter partido de posição irregular, um fora de jogo assinalado por 70 centímetros, situação que levou o árbitro a recuar na intenção de assinalar uma grande penalidade cometida pelo guarda-redes Franco Israel que saiu perante o jogador vimaranense, carregando Afonso Freitas à margem das leis.

O árbitro Cláudio Pereira ainda apontou para a marca do castigo máximo num lance que poderia dar origem a um cartão vermelho para Israel, mas viu que o seu auxiliar tinha a bandeirola levantada e assinalou o fora-de-jogo, confirmado pelo VAR, perdendo assim o Vitória a possibilidade de atirar um balde água fria sobre o entusiasmo dos adeptos leoninos depois do golo apontado por Pedro Gonçalves. Não houve lugar a qualquer penálti, o jogo prosseguiu com a bola em posse dos jogadores do Sporting porque houve mesmo uma posição irregular no lance de Afonso Freitas, e os leões continuaram em vantagem e com o jogo dominado perante um Vitória que se mostrou pouco ousado em Alvalade.

‘Bis’ de Gyokeres colocou Alvalade em euforia 

Sobre o intervalo, praticamente no último lance do primeiro tempo, o Sporting trocou a bola em passes curtos junto à linha lateral direita do ataque leonino, com os jogadores do Sporting a imitarem o exercício do “meiinho” realizado pelas equipas no aquecimento antes de qualquer jogo, finalizada aquele troca de bola com Bragança de primeira a deixar em Pedro Gonçalves e este, também de primeira, a fazer a assistência para Gyokeres que, no meio da linha defensiva do Vitória mas perfeitamente em jogo, ficou isolado em frente a Bruno Varela, finalizando com o segundo golo para os leões naquele que foi o regresso do avançado sueco aos golos e logo em Alvalade. Gyokeres voltava a fazer a famosa máscara, os adeptos aplaudiam, e tudo por causa de um golo que surgia num momento decisivo do jogo a permitir que o Sporting recolhesse aos balneários em clara vantagem, por 2-0, com um total de 86 golos marcados pela turma leonina neste campeonato da I Liga.

O Vitória, que para este jogo deixou no banco de suplentes o seu elemento mais criativo, o avançado Jota Silva, acabava assim o primeiro tempo penalizado pela falta de audácia, frente a um Sporting que se manteve igual a si mesmo, justificando em absoluto a vantagem de dois golos no final dos primeiros 45 minutos. Em termos individuais, Pedro Gonçalves, com um golo e uma assistência, surgia ao intervalo como o homem mais influente no jogo, para gáudio dos sportinguistas — 46.101 adeptos presentes em Alvalade — que reconheciam neste triunfo mais um importante passo no sentido da conquista do campeonato da I Liga.

E se o primeiro tempo terminou da melhor forma para o Sporting, o segundo tempo não poderia ter começado melhor já que, ao minuto 48’, e depois de mais um lance em que os jogadores leoninos trocaram a bola no corredor esquerdo do ataque, Pedro Gonçalves colocou a bola dentro da área do Vitória, Trincão dominou a bola de forma soberba e, com dois toques, serviu Gyokeres de bandeja para que este pudesse fazer o segundo golo para a sua conta pessoal neste jogo e o terceiro do Sporting, frente a um Vitória já abatido e sem capacidade pelo menos anímica para muito mais.

Ao minuto 55’ valeu ao Vitória a intervenção de Bruno Varela bem fora da sua grande-área pois só isso impediu que Victor Gyokeres ficasse isolado em frente ao guarda-redes vimaranense em excelente posição para fazer o hat trick. O domínio do jogo era por esta altura garantido em absoluto pelo Sporting, consciente de que já não lhe iria fugir mais um triunfo no Estádio de Alvalade, recinto onde os leões venceram todos os jogos realizados na presente temporada.

À passagem do minuto 59’, Álvaro Pacheco retirou do jogo André André e Butzke, para as entradas de Nuno Santos e Jota Silva, procurando o técnico vimaranense dar outra capacidade ofensiva à sua equipa perante um Sporting que continuava ainda assim a dominar e a justificar em pleno a vantagem de três golos no marcador. Ruben Amorim respondia com o refrescar da sua equipa, fazia entrar Morita, Edwards e Paulinho para as saídas de Daniel Bragança, Trincão e Pote, e mantinha com isso o Sporting a dominar. Ainda assim, pouco depois destas mudanças, o Vitória teve a sua melhor oportunidade para marcar, por Jota Silva quando, ao minuto 79′, apareceu isolado em frente a Franco Israel e acabou por rematar sem direção, levando a bola a sair pela linha de fundo.

Sporting soma por vitórias todos os jogos em Alvalade

Quase no lance seguinte foi o Sporting a perder a oportunidade de aumentar a contagem, com aquele que seria o quarto golo, apontado por Marcus Edwards, a ser anulado pelo árbitro Cláudio Pereira depois de ter sido detectado um posicionamento irregular de um jogador do Sporting, aparentemente de Viktor Gyokeres, ele que fizera o passe para a entrada do jogador britânico dos leões.

Ruben Amorim continuou a mexer na sua equipa, St. Juste deu o seu lugar a Eduardo Quaresma, Nélson Oliveira entrou na equipa do Vitória por troca com Kaio César, e pouco depois houve tempo ainda para a entrada na equipa da casa de Iván Fresneda para a saída de Geny Catamo.

Até ao final, porém, mais nenhuma equipa voltou a conseguir marcar, acabando o jogo com o Estádio de Alvalade em festa por mais uma vitória dos pupilos de Rúben Amorim, um triunfo merecido por aquilo que o Sporting produziu e pelo melhor futebol que praticou com elementos como Gyokeres, com dois golos marcados, e Pedro Gonçalves, com um golo e uma assistência, a merecerem o título de homens do jogo.

O Sporting avança agora no próximo fim-de-semana para o Estádio do Dragão, onde uma vitória deixará a sua equipa à beira do título, isto se o Benfica vencer os dois jogos que tem ainda a realizar, já amanhã em Faro, e depois, no sábado, perante o Sporting de Braga. Na eventualidade dos encarnados não ganharem nenhum destes jogos o Sporting poderá mesmo entrar no Estádio do Dragão na condição de campeão nacional, sendo que se o Benfica perder apenas um desses dois jogos fará com que o Sporting possa festejar o título de campeão no Dragão, se aí vencer o FC Porto. Já perante um cenário em que o Benfica vença os seus dois jogos, e o FC Porto bata o conjunto de Alvalade, o campeonato ganhará um pouco mais de temperatura, mas ainda assim com o Sporting confortável já que possui, recorde-se, neste momento, 10 pontos de vantagem (e um jogo a mais) sobre as águias.

Todos os cenários são clararamente vantajosos para o Sporting que já terá as faixas de campeão encomendadas, mesmo com Rúben Amorim a adoptar o discurso cauteloso de que nada está ganho para já, à beira de uma jornada, a próxima, em que os jogos entre Benfica e Braga e depois entre FC Porto e Sporting serão sem qualquer dúvida determinantes para a atribuição do título. A ver vamos…

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texto: Jorge Reis
fotos: Diogo Faria Reis e Luís Moreira Duarte

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