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Ivete Sagalo, Macklemore e Jonas Brothers marcam o penúltimo dia do Rock In Rio

O segundo fim de semana na Cidade do Rock volta a ser marcado por muita animação e música boa para todos os gostos, debaixo dum sol que não dá tréguas, ocasionalmente atenuado por uma aragem ribeirinha. Para os mais atentos, algumas mudanças foram já efectuadas face ao passado fim de semana, visando melhorar a experiência dos festivaleiros tendo em conta críticas feitas na estreia do evento.

Sem ter propriamente a ver com essas críticas, a verdade é que este sábado foi o único dia da presente edição do festival que não chegou a esgotar. Ainda assim, quem percorreu o recinto do Parque Tejo encontrou um espaço cheio de gente e pleno de boa disposição.

Carolina Deslandes arrancou este segundo fim de semana no Palco Mundo realizando um sonho que tinha desde a sua infância, neste que se tornou o “dia mais feliz da sua vida”. A artista, que já havia atuado no Rock In Rio Lisboa em 2018 num palco secundário e subido ao palco no Brasil com a banda Melim no ano seguinte, estreou-se agora no palco principal do festival no Parque Tejo.

Numa viagem pelas canções que foram marcando a sua carreira, Deslandes pretendeu transmitir uma mensagem de apoio às mulheres e entre mulheres. Especialmente escrita para as meninas mais novas que a ouvem, a “Saia da Carolina” tenciona reafirmar que têm poder para tomarem as suas próprias decisões e que não se têm de desculpar para fazer o mesmo que os homens fazem.

Como convidado surpresa, surgiu no palco Van Zee para cantar “À Tua Porta”, e, já em contagem decrescente para começar o jogo entre Portugal e a Turquia, Deslandes acabou ao som de “Não Me Importo”.

Vitória de Portugal no Euro2024
foi ponto alto da tarde na Cidade do Rock

Na multidão destacavam-se camisolas vermelhas e verdes. Os festivaleiros vieram vestidos a rigor para acompanhar de longe o segundo jogo da fase de grupos do Campeonato da Europa 2024 e para tal, entre as 17h e as 19h, a organização interrompeu os espetáculos para transmitir em direito o jogo que culminou na vitória da seleção portuguesa frente à Turquia (3-0) como o LusoNotícias já aqui deu conta.

Ultrapassada a euforia permitida pela vitória dos pupilos de Roberto Martinez, as atenções na Cidade do Rock regressaram ao alinhamento dos diferentes palcos com um nome forte tido já como uma “tradição” do Rock in Rio Lisboa. Para não se quebrar a tradição, Ivete Sangalo, ícone da música brasileira e presença assídua no festival, subiu ao Palco Mundo para sacudir e levantar poeira. A emblemática artista que já conta 30 anos de carreira continua a ter uma energia contagiante que faz todos tirarem os pés do chão.

Ivete Sangalo trouxe o Carnaval de Salvador à Cidade do Rock e enlouqueceu os fãs, até porque “não tem nada mais heavy metal que o Carnaval da Bahia”, segundo a própria, que tem certamente experiência no assunto.

Já ia anoitecendo quando os Ornatos Violeta presentearam a pequena multidão que os esperavam junto do Palco Tejo com um espetáculo à altura das expectativas daqueles que procuravam a nostalgia confortável das suas músicas. 

Simultaneamente no Palco Galp, Leigh-Anne Pinnock, que começou a sua carreira numa girls band de grande sucesso, as Little Mix, primeira girls band britânica a ganhar o programa televisivo de talentos “X Factor”, e que inicia agora uma nova fase como artista a solo, mostrou ter todo o potencial através do single “Don’t Say Love”.

Pedindo ao público que deixasse os telemóveis de lado para se viver o momento, Macklemore falou em tolerância, igualdade e respeito, pautas cantadas em “Same Love” e na mais recente “Hind’s Hall”, canção que transparece o seu apoio à Palestina e precedeu os gritos de “free free Palestine”, que têm marcado os concertos do artista nos últimos tempos.

Nunca deixando de lado o expressar aquilo em que acredita, também colocou o público a saltar e a cantar loucamente ao som dos hits intemporais “Can’t Hold Us”, “Thrift Shop” e “Glorious”. Duas fãs – Matilde e Beatriz, de apenas 11 anos – tiveram ainda a oportunidade de subir ao palco para um “dance off”, uma batalha de dança improvisada que se seguiu à música do álbum de 2016, “This Unruly Mess I’ve Made”, com o mesmo nome.

E para quem foi ouvir Macklemore, saiu conhecendo o mesmo por Ben, o nome pelo qual a sua família e os amigos o tratam, e também os fãs já que os considera parte da sua família.

Pagodeiro Dilsinho, Jonas Brothers
e o DJ Kura para entrar pela noite dentro

Sempre a inovar em busca de novos ritmos e sonoridades, o Rock In Rio Lisboa recebeu nesta edição comemorativa dos 20 anos do evento um pagodeiro a fazer parte integrante do cartaz no festival na Cidade do Rock. Dilsinho fez história ao representar o nicho do pagode no Palco Tejo, nesta edição ao som de músicas como “Baby Me Atende” e “Passada de Mão”, que captaram a atenção até de quem estava só de passagem para ficar a ver um pouco mais.

Pouco antes do concerto dos Jonas Brothers, banda cabeça de cartaz deste terceiro dia de Rock In Rio Lisboa, já se via muita gente a deixar o recinto, algo a dar conta do menos atraente que foi este dia em termos de festival — afinal foi o único dia em que os ingressos não esgotaram na bilheteira –, mas a deixar uma ideia de como o calor intenso que se viveu no Parque Tejo ao longo deste sábado, sem uma sombra para permitir algum descanso entre espectáculos, arrasou com as energias de muitos festivaleiros.

Apesar disso, quando os Jonas Brothers subiram ao palco, o Parque Tejo continuava a permitir uma boa moldura humana. A banda, constituída pelos três irmãos Jonas – Kevin, Joe e Nick –, marcou toda uma geração em quase 20 anos de carreira, tendo sido esta a primeira vez que vieram a Portugal. Ora, nesta “estreia”, levaram os fãs ao rubro com êxitos como “Sucker”, “S.O.S.” e “Leave Before You Love Me”, contando ainda com sucessos de cada membro do grupo, como “Cake By The Ocean” single de estreia dos DNCE, grupo cujo vocalista é Joe Jonas.

Com a animação a entrar pela madrugada, os festivaleiros mais fortes que restavam depois de um dia de calor intenso puderam ainda assim desfrutar do Parque Tejo ficando em boas mãos, com o DJ Kura e os sets que este permitiu sempre em ritmo elevado.

Como tudo o que é bom dura pouco, também este terceiro dia chegou ao final, tendo sido já o penúltimo dos quatro dias desta 10ª edição do Rock In Rio Lisboa, evento que se despede já este domingo, dia em que se viverá no Parque Tejo uma despedida em grande na Cidade do Rock até à próxima edição, garantida em 2026 uma vez mais para este novo espaço, à beira-rio, um recinto que muitos festivaleiros ainda estranham, mas que promete entranhar-se tendo vindo para ficar.

texto: Ana Júlia Rezende
fotos: Diogo Faria Reis

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