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Num jogo em que o Benfica entregou quase sempre a iniciativa, a posse de bola e o domínio territorial ao Marselha, os encarnados perderam a segunda mão deste jogo dos quartos de final da Liga Europa por 1-0, terminaram o tempo regulamentar e ainda o prolongamento com a eliminatória empatada, e na decisão por penáltis os encarnados falharam por duas vezes, por Di Maria e António Silva, acabando o Benfica por sair de Marselha com a época fechada sem qualquer título, excepção feita à conquista da Supertaça Cândido de Oliveira no arranque da temporada.

Aos encarnados resta agora manter o segundo lugar na I Liga para com isso garantir a possibilidade de chegar à Liga dos Campeões, depois de perder uma clara oportunidade de ultrapassar este Marselha e seguir adiante na Liga Europa, onde iria encontrar pela frente na meia-final a turma italiana da Atalanta. Roger Schmidt desperdiçou a possibilidade de uma grande campanha nesta Liga Europa, voltou a insistir em erros e equívocos chegando a jogar no Velódrome sem ponta-de-lança, e quando no segundo tempo deixou a ideia plena de colocar a sua equipa a jogar para o empate, viria a acabar derrotado e por culpa própria frente a uma equipa que esteve claramente ao alcance do Benfica. 

Para este jogo, Roger Schmidt recuperou aquele que entendeu nesta fase final da temporada ser o seu melhor onze, chamando a jogo os mesmos jogadores que alinharam em jogos tão importantes como os embates com o Sporting ou mesmo a primeira mão destas meias-finais da Liga Europa frente ao Marselha. João Neves e Florentino surgiram assim neste jogo como a dupla de médios com a missão de pensar o jogo dos encarnados, com Trubin na baliza, Bah, António Silva, Otamendi e Aursnes na defesa, e ainda Di Maria, Rafa e Neres nas costas do dinamarquês Tengsted.

Relativamente ao Marselha, o técnico Jean Louis Gasset mudou três pedras no xadrez da sua formação comparativamente com a equipa apresentada no Estádio da Luz, chamando a jogo Soglo, Ndiaye e Ounahi para os lugares de Merlin (lesionado), Luiz Henrique e Moumbagna, estes últimos que acabariam por jogar neste jogo mas entrando apenas no segundo tempo numa formação que começou com o guarda-redes Pau Lopez, os defesas Mbemba, Balerdi, Samuel Gigot e Emran Soglo, uma linha de cinco médios formada por Ndiaye, Kondogbia, Harit, Ounahi e Veretout e ainda o ponta-de-lança Aubameyang.

Com estes esquemas, o Benfica entrou bem no jogo, logo no terceiro minuto David Neres esteve perto de conseguir rematar à baliza do Marselha, com a bola a ser prensada por um defesa do conjunto francês quando Neres tentava atirar ao golo já no interior da área de baliza da equipa da casa. Perante cerca de 60 mil espectadores, entre os quais quase dois mil benfiquistas num sector que não foi totalmente preenchido na sequência das polémicas sobre a permissão dos adeptos visitantes poderem estar ou não neste jogo, a verdade é que dentro das quatro linhas o Marselha respondeu a preceito à boa entrada dos encarnados com Ndiaye, ao minuto 07', a obrigar Trubin a uma defesa apertada.

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Benfica obrigado a correr atrás da bola

Depois de ter entrado bem no jogo, o Benfica foi perdendo a capacidade de recuperar a posse de bola face a um Marselha que procurou instalar-se no meio-campo defensivo dos encarnados, obrigando os jogadores de Roger Schmidta a correr atrás da bola e com isso a desgastarem-se mais. Sabendo que cabia ao Marselha subir no terreno em busca do golo que empatasse a eliminatória, o Benfica jogava na exploração dos espaços nas costas da defesa marselhesa.

À passagem do minuto 15', duas oportunidades soberanas, uma para cada equipa, primeiro com o Marselha a falhar um golo que parecia fácil, num cabeceamento de Mbemba que saiu pela linha de fundo quando Trubin estava batido, e depois, na resposta, o Benfica serviu David Neres no corredor esquerdo, foi até à linha de fundo e cruzou para a entrada de Rafa que rematou forte mas por alto, perdendo também o Benfica uma oportunidade de golo.

No relvado do Velódrome, onde o Marselha perdeu apenas por uma vez esta época frente ao Paris Saint-Germain, a equipa gaulesa chegava ao minuto 22' com 66% de posse de bola, frente a um Benfica que raramente conseguiu até essa altura dar resposta cabal ao jogo dos franceses, quase sempre em busca do melhor posicionamento de Aubameyang, ele que ao minuto 24 conseguiu rematar sem marcação provocando um susto para Trubin que viu o avançado do Marselha rematar sem oposição.

Em termos práticos o Marselha apareceu mais forte no jogo, com o domínio do jogo e com mais posse de bola, mas a ter pela frente uma equipa do Benfica com um bom posicionamento defensivo, com capacidade de sofrimento, levando o tempo a passar com os encarnados a manterem a vantagem na eliminatória conseguida no jogo da primeira mão no Estádio da Luz.

Ao minuto 38' António Silva viu o primeiro cartão amarelo do jogo, depois de uma falta sobre Aubameyang cometida à saída do grande círculo, ficando a clara convicção de que o cartão amarelo foi exagerado para o jogador dos encarnados. A verdade é que o árbitro não hesitou, mostrou a cartolina amarela e deixou António Silva condicionado para este jogo já à beira do intervalo numa altura em que os encarnados apareciam por esta altura a ter mais posse de bola no meio-campo defensivo do Marselha. O árbitro deu mais dois minutos no primeiro tempo como compensação, mas o nulo manteve-se com as equipas a recolherem aos balneários com o Benfica a manter a vantagem que garantiu no jogo de Lisboa.

Jogo equilibrado com o Marselha a mandar

O segundo tempo começou com o Marselha a operar uma primeira mudança no seu onze, com Murillo a entrar para a saída de Mbemba, visando porventura acautelar o facto do defesa marselhês ter visto um cartão amarelo no primeiro tempo. Ainda assim, a turma francesa passava a jogar com um lateral direito de raíz, algo que visaria dar mais largura ao jogo do conjunto do Marselha. Em termos de jogo, logo no primeiro ataque da turma gaulesa, a bola ressaltou da perna para o braço de David Neres, o VAR ainda avaliou o lance, mas o jogo seguiu sem que nada fosse assinalado, continuando o Benfica a segurar a vantagem conseguida no jogo da primeira mão. O Marselha voltava a entrar melhor no jogo neste segundo tempo, com o Benfica a baixar linhas e a defender dentro do seu meio-campo, procurando aí fechar os caminhos para a baliza de Trubin.

Ao minuto 57' o Marselha esteve perto do golo, num remate de Kondogbia a partir da zona frontal da grande-área, mas na resposta o Benfica perdeu duas oportunidades soberanas, primeiro por Di Maria, a rematar contra as pernas de um defesa da equipa da casa, e depois Aursnes a rematar também ele à baliza do Marselha mas levando a bola a bater nas malhas laterais da baliza à guarda de Pau Lopez mas pelo lado de fora.

Por esta altura, à passagem do minuto 60, Roger Schmidt voltava a optar por jogar sem ponta-de-lança, tirando Tengsted para a entrada de Kokçu, mas também David Neres para a entrada de João Mário. Rafa passava a surgir como o homem mais adiantado, com Kokçu a aparecer nas suas costas, procurando a equipa do Benfica ganhar ainda mais consistência no meio-campo onde João Neves e Florentino tinham agora o apoio de João Mário. O tempo era de sofrimento para a equipa do Benfica que baixava as suas linhas e encostava ainda mais à sua área de baliza onde Trubin continuava sem sofrer golos, cumprindo afinal o pretendido pela turma encarnada, ou pelo menos pelo seu treinador, ele que por esta altura jogava assumidamente para o empate.

Trubin, ao minuto 66', com um erro infantil quase que deixava a bola à mercê dos avançados do Marselha, e o Benfica tremia, mesmo sabendo-se que mantinha a vantagem na eliminatória. O certo é que o Benfica não conseguia agora voltar a ter bola e muito menos a chegar sequer à baliza de Pau Lopez, optando antes por recuar linhas e deixando a iniciativa do jogo totalmente para a equipa do Marselha. E se antes Trubin errou, eis que o guarda-redes ucraniano apareceu a ser o herói da noite ao fazer uma defesa de recurso a um pontapé de Kondogbia, merecendo o guarda-redes ucraniano o aplauso dos seus companheiros.

Ao minuto 74', finalmente o Benfica conseguiu soltar-se no jogo, abeirou-se da área do Marselha e, primeiro com um remate de Rafa e depois com uma recarga de Di Maria, por ambas as vezes o guarda-redes Pau Lopez a responder também ele com defesas de grande nível impedindo o golo do Benfica que pela primeirfa vez esteve bem perto de marcar no Velódrome. Por esta altura o Marselha voltava a sofrer alterações no seu onze, com a entrada de Correa por troca com Ndiaye, numa troca posicional visando mais a obtenção de frescura na equipa do que qualquer outra táctica dentro das quatro linhas.

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Moumbagna fez golo com “cueca” a Trubin

Depois daquele período em que o Benfica conseguiu criar as duas boas oprtunidades de golo ao minuto 74', o Marselha voltava entretanto a agarrar no jogo, obrigando o Benfica a recuar e a apostar na defesa, e num lance em que Aubameyang entrou pelo lado esquerdo, ao minuto 80', cruzou para a entrada da área pelo flanco direito onde apareceu Moumbagna a responder ao cruzamento, fazendo a bola entrar por entre as pernas de Trubin que deu a ideia de ter sido mal batido. O Marselha chegava assim ao golo, empatava a eliminatória, e tudo ficava em aberto para os últimos dez minutos, numa alutra em que o Benfica se via obrigado a construir e a marcar.

O Benfica voltava a chegar até à baliza de Pau Lopez, Angel Di Maria teve a oportunidade de bater dois pontapés de canto e a ter que ser “guardado” por escudos empunhados pelos stewards, que assim procuraram impedir que o argentino fosse atingido por qualquer objecto vindo da bancada, mas soava a pouco no que dizia respeito à capacidade ofensiva do Benfica, que precisava de ganhar de novo outra força ofensiva.

Só que Roger Schmidt, igual a si mesmo, teimava em não mexer na equipa, caminhando o jogo para o final do tempo regulamentar com a eliminatória empatada, em que um erro de uma das equipas seria sinónimo de eliminação da Liga Europa. O árbitro deu mais quatro minutos de compensação, a eliminatória continuou empatada e as duas equipas avançaram para um prolongamento de mais meia-hora.

No prolongamento, e ao contrário do que tinha acontecido em quase todo o jogo até então, o Benfica entrou a mandar no jogo, com posse de bola e a jogar no meio-campo defensivo do Marselha que, depois do golo marcado, apareceu no prolongamento a jogar na expectativa, dando espaço e tempo para jogar aos pupilos de Roger Schmidt. Ao mesmo tempo, o jogo era mesmo obrigado a parar para que os centrais do Marselha pudessem receber assistência, complemante exaustos. O jogo foi retomado e, ao minuto 97', Di Maria apareceu na pequena-área do Marselha a cabecear e quase que batia Pau Lopez na melhor oportunidade de golo para os encarnados.

Jean Louis Gasset operou a última alteração, com a entrada de Daout por troca com Gigot, numa altura em que este já não conseguia continuar em campo, e Roger Schmidt respondia também ele com uma alteração, na entrada de Arthur Cabral por troca com Rafa. O Benfica voltava a ter um ponta-de-lança posicional, com Kokçu a jogar nas costas do avançado, uma receita que precisava de dar resultado para que os encarnados conseguissem marcar e com isso passar a eliminatória. À passagem da metade do prolongamento tudo continuava empatado, mesmo depois do Benfica ter estado de novo mais forte, mas sem resultados práticos para o marcador, frente a um adversário que estava claramente ao alcance do Benfica.

Para os últimos quinze minutos desta eliminatória — a manter-se este resultado o desfecho da eliminatória teria que passar pelas grandes penalidades —, o Marselha operava uma derradeira mudança, com a entrada de Lafont por troca com Harit. E com o arranque do segundo tempo do prolongamento voltou a ser o Benfica a aparecer mandão no jogo, criando oportunidades de golo, primeiro por Arthur Cabral e depois por Di Maria. Roger Schmidt continuava na linha lateral com as mãos nos bolsos, deixava no banco de suplentes elementos como Tiago Gouveia, Rollheiser ou Marcos Leonardo, jogadores que tinham capacidade para imprimir mais energia à equipa do Benfica frente a um adversário claramente sem energia.

O treinador dos encarnados não tinha qualquer atitude positiva, Pau Lopez continuava a tapar os caminhos para a sua baliza e a eliminatória teimava em manter-se empatada, começando a pairar sobre o relvado do Velódrome a perspectiva de tudo ser resolvido através das grandes penalidades depois de duas horas de um futebol amorfo e inconsequente dos encarnados frente a um Marselhaque estará agora a celebrar uma passagem às meias-finais da Liga Europa frente a um adversário francamente melhor e que não soube colocar em campo a maior qualidade que tinha. Era ainda assim a equipa do Benfica que aparecia fisicamente melhor no jogo nesta fase final do prolongamento numa partida que se apresentava como um nó complicado de desatar.

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Trubin batido em todos os penáltis

Concluídas as duas horas de jogo, a derradeira opção para resolver esta eliminatória foi a marcação de grandes penalidades, com tudo em aberto para as duas formações em campo. Nenhuma das equipas marcou e o juíz da partida assinalou o final do prolongamento, numa altura em que o Marselha, então no limite do esforço, completamente esgotado, perante o Benfica que dava indicações de estar melhor fisicamente. Os adeptos do Benfica fizeram-se sentir a puxar pelos encarnados, e de novo com um enorme ambiente no Velódrome o jogo avançou para o desempate final, com o Benfica a ser a primeira equipa a bater os pontapés de penálti.

Chamado a abrir as hostilidades, o argentino Di Maria foi primeiro a bater a grande penalidade debaixo de uma enorme assobiadela por parte dos adeptos franceses. O argentino bateu, quis colocar a bola e esta foi bater na base do poste esquerdo da baliza, falhando assim o Benfica o primeiro penálti. Na resposta, para o Marselha, outro argentino, Correa, não perdoou, batendo para o lado esquerdo de Trubin com este a cair para o lado direito.

Kokçu foi o próximo a bater para o Benfica e não falhou, tendo oportunidade ainda de dar umas palavras de alento a Trubin já depois de ter cumprido a sua missão. Resposta do Marselha, com Kondogbia a rematar e a marcar. Respondeu o central argentino Otamendi para o Benfica, ele que chamado a converter o terceiro penálti marcou para o Benfica, surgindo depois Balerdi a marcar para o Marselha, mantendo a turma gaulesa em vantagem fruto da bola no poste do penálti que Di Maria falhou.

Para o Benfica era agora o jovem central António Silva a ter que bater o quarto pontapé da marca da grande penalidade, mas fê-lo sem convicção, permitindo a defesa a Pau Lopez, deixando tudo em aberto para ao quarto penálti o Marselha pudesse garantir a qualificação para as meias-finais da Liga Europa. O brasileiro Luis Henrique foi chamado a bater o penálti e pela quarta vez Trubin foi batido, permitindo que a turma marselhesa festejasse o apuramento para as meias-finais da Liga Europa e a eliminação do Benfica, equipa que teve um adversário claramente ao seu alcance e que mesmo assim perdeu.

Schmidt jogou para o empate e deixou trunfos no banco

Em termos práticos, o Benfica de Roger Schmidt terá começado a perder a eliminatória quando consentiu o golo da turma francesa no jogo na primeira mão no Estádio da Luz, e continuou a perder quando Schmidt, o mesmo técnico que antes disse que não poderia jogar em determinados jogos sem pontas-de-lança, resolveu tirar o avançado para jogar com Kokçu nas costas de Rafa, sem ponta-de-lança no relvado do Velódrome perante o Marselha, apostando claramente em que querer garantir o empate, ignorando que uma equipa que joga para o empate quase sempre acaba a perder.

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Durante o prolongamento, quando a equipa do Marselha teve que parar o jogo mais de uma vez porque alguns dos seus jogadores já não conseguiam correr, completamente esgotados, Roger Schmidt preferiu não mexer na sua equipa, deixando no banco elementos rápidos como Tiago Gouveia ou Rollheiser, ou mesmo Marcos Leonardo, terminando duas horas de jogo em que fez apenas três das cinco alterações possíveis. O Benfica acabou assim a temporada sem ganhar qualquer froféu, excepção feita à Supertaça Cândido de Oliveira no início da temporada, tem agora cinco jogos para o final do campeonato em que terá apenas que cumprir calendário, num grupo em que muitos jogadores estão desanimados e com evidente falta de confiança, também por força das opções do treinador que os tirou dos jogos quando estavam a produzir.

Resta saber quais serão as decisões do presidente benfiquista Rui Costa e dos demais dirigentes relativamente a um treinador que está claramente isolado, sem apoio dos adeptos, ele que continua a insistir em ver o copo meio cheio quando todos os adeptos benfiquistas só conseguem ver o copo muito para além do meio vazio. Aliás, isso mesmo voltou a acontecer no final deste jogo em Marselha, com Roger Schmidt a vir afirmar no final do jogo que o Benfica esteve sempre melhor no jogo e só perdeu mesmo nos penáltis, depois de um jogo que controlou e em que foi superior.

Na verdade, senhor Schmidt, o Benfica foi superior ao Marselha em Lisboa, no Estádio da Luz, e em Marselha poderia ter conseguido superiorizar-se à equipa francesa, mas quando se joga para o empate normalmente as coisas correm mal e o Benfica só se pode queixar de si próprio, no final de uma época em que, não obstante aos muitos milhões gastos em jogadores, vai chegar ao fim sem ganhar nada, arredado dos jogos decisivos e com uma equipa carregada de equívocos, com avançados raramente bem aproveitados como tal, laterais pagos para treinar sem jogar, e em que os resultados, esses, não apareceram, numa época que em termos práticos terminou para o clube da Luz que terá agora apenas que terminar a época de cabeça erguida, mesmo que com marés de lenços brancos expectáveis para os jogos no Estádio da Luz, mesmo que Schmidt não os veja! Eles vão lá estar certamente!

texto Jorge Reis
fotos: ©X (twytter)
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